Depois de três meses, visitei Friburgo, para ver como a cidade reagiu à tragédia. Pretendo voltar outras vezes aos lugares atingidos. Mas meu objetivo na visita do fim de semana era inspecionar as obras da igreja de Santo Antônio, localizada na Praça do Suspiro, ponto central de Friburgo, cuja destruição foi uma espécie de símbolo dos estragos causados pelas chuvas.
Nos dias seguintes ao desastre, igreja estava cheia de entulhos como mostra esta foto da mochila de um trabalhador que participava da equipe de limpeza.

Os entulhos tomavam toda a igreja.(foto FG)
Os entulhos foram retirados, a igreja cercada por tapumes. Ainda há tratores trabalhando esporadicamente na limpeza da rua. A Prefeitura da cidade anunciou que faria a restauração, porque as estruturas resistiram.

Visão lateral mostra que pouco foi feito.(foto FG)
O ritmo de reconstrução da igreja de Santo Antônio não casa com a esperança de que tudo seria feito com rapidez. A fachada foi repintada de branco, mantendo a tradição do prédio, cuja pedra fundamental foi lançada em 1879. Mas as janelas ainda não foram tocadas e o próprio Santo Antônio parece escondido entre os escombros, à espera das obras.

Santo Antônio nos escombros.(foto FG)
Deve haver razões burocráticas para o atraso. Mas seria importante ter uma reação mais próximo dos japoneses, que reconstruíram algumas estradas e prédios rapidamente. Não apenas porque eram úteis mas também pelo que sinalizavam.
A Praça do Suspiro era o lugar de onde partia o teleférico, uma das atrações turísticas da cidade. A igreja de Santo Antônio que é um símbolo de Friburgo, tornou-se também o exemplo do problema na serra fluminense: as obras de limpezas foram realizadas com rapidez, as de reconstrução estão muito lentas.

Janelas ainda lembram a força das águas.(foto FG)
Na segunda, se tudo correr bem, visitarei dois pontos da cidade que foram atingidos e vivem este problema de lentidão: Duas Pedras e Córrego Dantas.
E se possível, passo a tarde em Teresópolis, onde a população está sinceramente revoltada contra o prefeito. Agora o trabalho para apressar as obras é mais difícil pois não há grande interesse da imprensa. Mas de qualquer maneira, vamos produzir um balanço desses meses, em todos os principais pontos atingidos.


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