Embora leia todos os principais jornais e tente interpretar entrelinhas, até agora não entendi a hesitação de Dilma na lei de acesso às informações públicas . Nem entendi sua firmeza na incrível decisão de manter sigilo sobre os custos das obras da Copa do Mundo.
Os jornais dizem que Dilma mudou de ideia. Voltou a ser contra o sigilo eterno. E dizem também que recebeu sinal verde do Itamaraty e do Ministério da Defesa. Diplomatas e militares nada têm contra a ideia de disponibilizar documentos, depois de 25 anos. Antes tinham.
Ninguém explica a reviravolta. Nem a própria Dilma vem a público dizer claramente: sou a favor da divulgação dos documentos e vou me empenhar nisto. Como candidata, ela defendia a transparência histórica.

Dificil entender o rumo de Dilma no caso do sigilo.(foto FG)
Já o sigilo nas obras da Copa, esse ficou como algo que o governo manterá a todo custo. O governo diz que o interpretamos mal. Eu digo que quando a maioria interpreta o governo de uma forma, não se tratando de ciências exatas, o melhor é admitir que explicou mal.
Se fossem sensatos, acabariam com a ideia do sigilo nas obras da Copa. Mesmo sem sigilo, ficará sempre no ar uma dúvida sobre o uso do dinheiro. Com o sigilo haverá certeza de que foi desviado. Mesmo que tenha sido gasto corretamente.
Por que insistir num caminho que deixará uma suspeição pairando décadas sobre os atuais dirigentes? Não posso dizer que Dilma esteja perdida. Imaginem, uma pessoa que acha que sabe tudo, como receberia a opinião de que está perdida. Talvez esteja um pouco confusa. Sarney e Collor não são bons conselheiros. Muito menos toda essa gente que chegou ao governo pensando apenas em enriquecer.


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