A água em torno das usinas de Fukushima está altamente contaminada. O vazamento radiativo escapou por uma fenda de 20 centímetros que a Tepco(Tokyio Eletricity) tenta fechar com cimento ou mesmo usando uma resina especial.
No mesmo dia, o New York Times publica uma reportagem dizendo que os cientistas no mundo inteiro estão bem informados sobre o que se passa em Fukushima, pois desenvolveram um modelo de análise à distancia. Quando Steven Chu, ministro da energia dos EUA, foi ao Congresso já tinha condições de precisar o quanto cada reator tinha se derretido.
A tendência geral é a de achar que o mar dissolve tudo e recebe tudo. Por causa dela, ainda não conseguimos bons resultados na educação ambiental, sobretudo aqui nas cidades litorâneas. De vez em quando, mergulhadores fazem um teste e recolhem tudo do fundo das águas, fogão, geladeira, peças de automóvel
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Quando levantei a questão do mar, um leitor informou que um especialista garantia que a água radiotiva seria dissolvida na grande massa oceânica. O nível da radiação em torno da usina é de mil milisieverts, 330 vêzes a carga de radiação que recebemos por ano. É preciso esperar um pouco mais para uma definição.
Muito possívelmente não houve derretimento total em Fukushima. Mas essa luta diária ainda não acabou e os 300 samurais atômicos que combatem os vazamentos estão sujeitos a morrer nas próximas semanas.
Vamos ver o que acontece com o teste da resina. Já houve esperanças nitidamente equivocadas, como a de usar helicópteros para jogar água nos reatores. Os pilotos se expuseram e a água não acertava o ponto exato.



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