Mesmo com uma tolerância maior dos países latinos em relação às aventuras sexuais dos políticos, Dominique Strauss-Khan deve ter sua carreira política encerrada. O diretor do FMI , um dos favoritos até a semana passada, certamente sairá da corrida presidencial na França.
Isso não depende tanto do resultado do inquérito que a policia de Nova York está realizando, inclusive com exames de DNA.
É que o fato abriu na imprensa francesa novas especulações sobre o comportamento de DSK. Uma jovem escritora que tentou entrevistá-lo, segundo o Parisien, foi atacada por ele.
O nome da escritora é Tristane Banon. Ela havia denunciado o ataque sexual, mencionando apenas que foi realizado por um político. Mais tarde, ela confirmou que o nome do agressor era Dominique Strauss-Khan. O episódio aconteceu em 2008 quando ela tentava entrevistá-lo para um livro.
A denúncia da escritora foi feita numa entrevista a um tevê por assinatura, Paris Premiere. A mãe de Tristane, a socialista Anne Mansouret confrontou Dominique Strauss-Kahn e ele afirmou que, no episódio, não sabe o que aconteceu e “deve ter perdido a cabeça”.
Ao que tudo indica, este e outros fatos estavam sendo recolhidos pela campanha de Sarkozy e os dois homens públicos franceses tiveram um dialogo áspero num dos intervalos da reunião do Grupo dos 20. DSK disse a Sarkozy que muitos boatos a seu respeito estavam sendo espalhados pelo governo e que iria à justiça, se continuasse a atacar sua imagem.
O correspondente do Libération em Bruxelas, Jean Quatremer, já havia mencionado a tendência de DSK, quando foi apontado para o Fundo. O jornalista afirmou, na época, que o problema do diretor do FMI era sua relação com as mulheres:
-Muito insistente ele, muitas vezes, se aproxima do assedio sexual
A mídia francesa, segundo Quatremer, sabia disso mas não tocava no assunto. Mas ao entrar no FMI, DSK iria dirigir uma instituição com padrões morais anglosaxônicos: qualquer gesto equivocado, poderia resultar em escândalo na imprensa.
O episódio com a economista húngara, Piroska Nagy, em 2008 foi o primeiro grande tropeço de DSK dentro dos padrões do FMI. Ao se relacionar com uma subordinada, ele cometeu, segundo o julgamento do FMI, um erro de avaliação. Nagy foi demitida, Strauss Khan continuou no cargo de diretor.
No momento em que iria dizer se vai ou não disputar a indicação do Partido Socialista, acontece o escândalo em Nova York, marcando o fim da trajetória política de Strauss Khan.
Alguns críticos afirmam que ele queria disputar a presidência sem fazer o esforço necessário para mudar de comportamento. Isso é ainda é possível num Silvio Berlusconi. Mas mesmo ele, com o poder na mão, vive um dos momentos mais negativos de seu governo.



2 Comments
Tem muito caroço nesse angú, está muito estranha essa história. Os advogados de Strauss Kahn alegam ter provas de que ele estava almoçando com a filha no momento em que a tal camareira disse ter sofrido a agressão. Tem muita gente, por diversos interesses, tentando derrubar ele.
Prezado Gabeira, os Bombeiros do Rio estão necessitando de sua ajuda, estão pedindo socorro. O Cap Lauro Botto, do seu partido, está preso no Grupamento Prisional de Benfica. Eles foram seus companheiros na eleição para governador e, agor, contam com sua presença na ALERJ.