Os ingleses vivem momentos de decisão nesses dias de revolta. O debate se ampliou para vários lados. Deve-se ou não usar canhão de água nas manifestações? Balas de plásticos teriam utilidade? A experiência que orienta o debate foram os conflitos na Irlanda do Norte, de outra natureza.
Os prejuizos contabilizados até agora foram de R$260 milhões. Haverá ou não o início do campeonato inglês de futebol? Outro debate paralelo, pois o encontro de torcidas com saqueadores não seria dos mais auspiciosos.
O que fazer com o Blackberry, uma vez que grande parte dos revoltosos usaram seu sistema de comunicação, que além de gratuito, impede sua identificação?
Cerca de 60 mil pessoas atendendo a uma campanha pelo Twitter #riotcleanup ( limpeza depois do motim) foram as ruas na tarde ensolarada de Londres.
Eles se juntaram ao esforço das comunidades para retirar os destroços e devolver normalidade. Mostram como existe uma condenação ao processo destrutivo iniciado pelos revoltosos e como a cidade tem condições de se recuperar , a partir do esforço comunitário.
The Guardian mostra o encontro dos manifestantes com o prefeito de Londres, Boris Johnson. Ele dialogou com o grupo, empunhou uma vassoura , mas, na gravação, é possível ouvir críticas e até pedidos de renúncia.
Cerca de 170 mil homens vão policiar a cidade e a experiência mostra que essas revoltas tendem a declinar, passada a surpresa inicial.
A manifestação dos voluntários na limpeza da cidade, mostra como Londres, ao contrario do que alguns disseram, está em condições de sediar as Olímpiadas.
O que não significa, em tempos de crise econômica, com alto nível de desemprego entre os jovens, que nenhum turbulência possa surgir ainda, antes de 2012.
Foto: The Bit Picture



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