Com a decisão de Dilma de manter Orlando Silva o cargo, vamos ter mais algum tempo de crise e revelações sobre a extraordinária máquina que o PC do B. Inclusive tempo de diversão.
Esse escândalo está ficando cheio de w. No princípio da semana, apareceu Wacilon, da Associação dos Funcionários do Tribunal de Contas. É do partido, levou dinheiro e não prestou conta.
Agora, aparece Wadson Ribeiro, chefe de gabinete do ministro Orlando Silva e candidato derrotado pelo PC do B. Suas entidades levaram R$9,4 milhões.
Nesse ritmo, daqui a pouco aparecem Wellingtons, Washingtons. Leio que Wadson inclusive é candidato a prefeito em Juiz de Fora. Elementar, caro Wadson; não vai dar certo.
Voltando ao início do alfabeto, antes mesmo de Agnelo, destaco o Amendoin, líder comunitário no Rio,candidato derrotado pelo PC do B. Quando o jornalista perguntou pelo dinheiro destinado à sua entidade, respondeu: se você souber me diz, porque também gostaria de saber.
Através do humor, Amendoin se aproxima da nossa situação de perplexidade: para onde foi tanto dinheiro?
O Tribunal de Contas calcula em R$49 milhões a soma dos gastos que precisam ser melhor demonstrados. Muitos dos gastos aprovados, por outro lado, foram usados na estruturação do partido. O relatório do Procurador Geral da República, pedindo abertura de investigação, tem 100 páginas.
Lendo a história, no Globo, de uma fábrica de artigos esportivos, em São Paulo, tenho a sensação de estar na China., sem a produtividade chinesa. Financiada pelo governo, que através do Ministério dos Transportes já injetou R$17,3 milhões, ela produz artigos esportivos.
Não acho coisa do outro mundo injetar dinheiro em empresa de mutuários, quando os governos injetam tanto dinheiro em estruturas industriais clássicas e no sistema financeiro.
Acontece que o presidente da entidade que recebe o dinheiro, José Amorim, é do PC do B. Sua filha, Janaina Amorim, é delegada na convenção estadual do partido.
São muitos os exemplos de uso da máquina estatal para o crescimento partidário. Não é coisa nova na história política brasileira..
Nessa caso específico, de um partido centralizado, a ocupação é mais racional, no sentido de obter o máximo do espaço de governo que se detém.
Duvido que tenham surgido grandes fortunas pessoais disso tudo. Grande parte dos recursos garantem a máquina partidária e sua sobrevivência eleitoral.
O que me pareceu mais rico até agora foi o PM João Dias, dono de academias de kung-fu e com três carros importados, na garagem.
O caso do terreno que Orlando Silva comprou por R$370 mil me pareceu impossível de processar na cabeça: economizar toda a vida para comprar um terreno de repouso em cima de um oleoduto da Petrobrás…
É muito patriotismo. O PC do B já tem um dirigente trabalhando na direção da Agência Nacional de Petróleo. Agora, terá outro dirigente repousando sob um oleduto da Petrobrás.
Uma das coisas que acredito na propaganda do PC do B: o partido está crescendo. A questão é como está crescendo e o que isso representa para um já degradado processo político brasileiro.


5 Comments
É muito triste a questão política brasileira, como é também o descaso em que tudo se encontra.
Várias eleições, gerações, serão necessárias até que purgue, até que sare.
Espero ter vida para ver.
Neste ritmo lento acho que não vai dar pé!
E ainda se fala de financiamento público de campanha. O financiamento publico partidário já é instituído no Brasil a muito tempo. Por isso essa sede por cargos. Não é só para virar cabide de emprego. Não é só para manipular verbas para esta ou aquela região. Muito menos por vaidade e por ganancia de poder. É para garantir o ganha pão da maquina partidária (lógico que sempre escorrega algum para o enriquecimento ilícito de políticos e seus puxa sacos). Hora é por esquemas de super faturamento de obras, hora por desvios de verbas de ONGS e estatais (vide Marco Valério, que operou para o PT de Lula e para o PSDB de Eduardo Azeredo – se não me engano) . É assim na Petrobras, onde prestadores de serviços são sócios de políticos e funcionários, é assim nos Correios onde o PTB tinha seu esquema. Por essas e por outras que quando o PSDB saiu vendendo tudo baratinho (e levou muito dinheiro por isso) muitos políticos reclamaram. A grosso modo, vender a Vale do Rio Doce pelo valor que foi vendida, uma ninharia, e anos depois ela se tornou uma das maiores mineradoras do mundo, se explica pois sem a mão dos políticos a sangra-la e com o patrimônio mineral que ela possuía…. Hoje seria impossível aparecer novos Eikes…..
O brasileiro segue sua sina. Pobre está, pobre e pedinte de esmola continuará. com a classe de políticos e grandes empresários que temos. E quem paga a conta são os honestos, sejam trabalhadores ou empresários.
A Justiça do Brasil é cega.
bando de safados!!!detonarão com a sigla….comunistas ou oportunistas?????
Por Gentileza. São verídicas estas acusações feitas ao PV sobre desvios do fundo partidário, contas rejeitadas pelo TSE em 2004, 2005, 2006 , viagens de parentes com dinheiro publico e outras coisas mais como afirma denuncias feita neste endereço: http://www.gterra.com.br/politica/um-mar-de-corrupcao-no-pv-27404.html. Eu ja havia lido estes fatos em outros meios de comunicação, mais gostaria de saber dos senhores, e se estes fatos são verdadeiros, como podem os senhores posarem de honestos?
Poderiam também me explicarem como foi feito aquele tributo ao desperdício que é conhecido a “Cidade Da Música” quando o PV fazia parte do governo Cezar Maia?
Por hora são estas as minhas perguntas, mas de certo haverá muitas outras.
Abraços a todos