Fui votar hoje na mesma escolar municipal. Tudo vazio, fui bem cedo. Saudades das campanhas anteriores, havia mais barulho. Em muitas fui candidato e era responsável parcialmente pelo barulho na hora da votação.
Creio que posso repetir a frase do José Simão ao deixar a cabine: já é tchau Crivella na Austrália.
As pesquisas indicavam uma grande diferença para Paes. Creio que serão confirmadas pela boca de urna. Só um milagre dentro das urnas mas aí é mais dificil não só porque o hacker português foi preso mas porque não dá para violá-las.
A campanha de São Paulo foi interessante. Covas acusou Boulos de radicalismo: Boulos acusou Covas de bolsonarismo. Nenhum dos dois acreditava profundamente nisso e o clima geral foi de cordialiade.
Para mim, a eleição mais dramática foi a de Goiânia. O líder nas pesquisas continua inconsciente no Hospital Albert Einstein. Nem por isso, a vitória de Maguito Vilela parece ameaçada.
Em Recife e em Vitória há empate. Em Recife primos disputam e trocam acusações. Em Vitória há um delegado na disputa, o único com chance real. Ao lado de outro delegado em Belém e de um capitão em Fortaleza, a safra de 2018 parece esgotada. Em Belém e Fortaleza a derrota é certa porque ambos os candidatos, delegado e capitão, têm o apoio de Bolsonaro.
Bolsonaro votou no Rio. Duvidou de novo das urnas eletrônicas, sem apresentar provas. Está preparando o choro para quando for derrotado em 22.
Ele disse que houve fraudes nas eleições americanas. Insinuou que tem fontes próprias. Suas fontes não foram capazes de apresentar provas porque a justiça tem derrotado sistematicamente os recursos de Trump.
Bolsonaro escolheu se agarrar a um derrotado. Ameaça Biden com pólvora, enquanto o filho Eduardo e o chanceler Ernesto Araújo provocam a China.
Isso não vai terminar bem para os negócios brasileiros. Bolsonaro e familia parecem não se importar. A cruzada da extrema direita segue com a mesma intensidade, apesar do seu lider espiritual, Donald Trump, estar deixando incoformado e lentamente a cena.
Hoje tenho que trabalhar na tevê comentando os resultados. Falaremos muito, até a meia noite. Mas a voz mais importante é das urnas. O mais interessante é ouvi-la.

