Vieram noticias boas e más da India. Um incêndio no Instituto Serum, o que produz as vacinas contra o coronavírus, matou quatro pessoas.
Horas depois da notícias do incêndio, a agência Reuters anunciava que a India iria iniciar sua exportacão de vacinas para o Brasil. Parece que chegarão no fim de semana. Não se sabe ainda se virá a compra total, dois milhões de vacinas, ou apenas uma parte.
Ainda assim, estamos com pouca vacina para a primeira fase que previa 30 milhões de doses. Alcançaremos 13 milhões de doses, caso cheguem as vacinas da India, e caso a Anvisa aprove as cinco milhões de doses envasadas pelo Butantan.
Existem outras vacinas por aí. Há uma oferta de dez milhões de doses da Spunitik V. A Anvisa não quer liberar porque a fase três do processo de testes não se realizou no Brasil. A Sputinik está sendo aplicada na Argentina, na Bolívia, e ontem, foi aprovada na Hungria.
No front político, Bolsonaro enviou uma carta saudando a posse de Biden e dizendo que espera trabalhar com os Estados Unidos, inclusive no campo ambiental.
Na aparência é uma guinada do governo Bolsonaro. Mas pode ser apenas uma declaração formal. Só o tempo vai dizer se Bolsonaro foi sincero.
O restrospecto de suas declarações o desmente. Os dois anos de intenso desmatamento na Amazônia são um desmentido concreto.
O interessante é constatar que já existe diálogo entre brasileiros e americanos no campo do meio ambiente. No campo brasileiro, o interlocutor é a Concertação pela Amazônia que reune 200 lideranças empresariais. No lado americano, é o Wilson Center, um influente centro de estudos.
Continuaremos debatendo vacina nos próximos dias. As primeira doses não deram para muita coisa. Muitos secretários de saúde estão querendo romper com a lógica das duas doses, oferecendo todas as que chegaram agora e deixar a segunda dose para quando vier nova partida da China.
Confesso que não tenho posição sobre isso porque é um tema que não domino. Tendo a achar, apenas, que se o Butantan diz que é preciso dar uma segunda dose entre 14 e 21 dias depois da primeira, deve ter alguma lógica.
Faltam estudos para dizer se uma dose só resolve o problema ou se a pessoa pode esperar um prazo maior do que o estipulado.
Na verdade, estamos tentando dar um jeitinho brasileiro e isso é um pouco arriscado quando se trata da proteção contra o vírus.

