Um tribunal de Sucumbios, no Equador, condenou a Chevron, em segunda instância, a pagar multa de US$9 bilhões por ter poluido uma faixa da Amazônia.
Durante 30 anos, a Chevron despejou seus resíduos tóxicos na floresta e resiste, há 17 anos, a arcar com as consequências.
A multa pode ser ampliada para US$18 bilhões, caso a Chevron não assuma, publicamente, seus erros.
A Chevron poluiu recentemente o mar brasileiro, no norte do Rio, e recebeu multa de US10 milhões. Alguma coisa pode ser apreendida desse processo equatoriano , muito mais conhecido por atingir a Amazônia e populações indígenas.
O fato de estar resistindo a 17 anos mostra qual é a tática da empresa. Ela tem o serviço de grandes escritórios de advocacia. Resiste com todos os recursos legais. Num determinado momento, oferece uma fração da multa para que o governo desista de multá-la. Teria oferecido US$1 bilhão ao governo do Equador para não se falar mais nisso.
Em termos financeiros, o caso da Chevron no Equador é o maior da história na indústria do petróleo. A empresa calculou o quanto gastaria com advogados, o quanto pouparia deixando de recuperar a floresta degradada. Não calculou os danos na imagem. Nesse ritmo, ela está apostando corrida contra a história.



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O melhor á fazer é nunca mais abastecer seus carros nos postos TEXACO, pois a gasolina deles é da chevron!