O apagão de ontem na zona norte do Rio foi causado pela poda de árvores, dizem os técnicos de Furnas.
Dá para entender. O que é incompreensível: a falta de luz no aeroporto do aeroporto Tom Jobim
Os jornais de hoje estampam fotos do saguão escuro. Nas entrevistas de ontem, na tevê, passageiros revelavam que muitas pessoas ficaram nos aviões porque no seu interior havia ar condicionado.
As notícias não esclareceram se os geradores do Galeão estavam funcionando. Se estavam, por que houve o apagão? Até que ponto segurança dos voos que chegavam não foi ameaçada pela falta de luz?
Valia a pena checar isso . O aeroporto Tom Jobim é um lugar deprimente porque foi abandonado. No momento, começam obras para recuperá-lo e o se fala na privatização que, a bem da verdade, anda muito devagar por causa dos conflitos ideológicos.
A privatização não é uma panaceia. Amigos especialistas no tema mostram que o preço a ser pago pelas empresa vai tornar os aeroportos muito mais caros para os consumidores. Mas é uma tentativa.
Hoje, por um sanduiche e um suco de laranja, já se pagam R$21 reais no aeroporto de Congonhas.
Tudo será mais caro porque a empresa que adminstrará terá de pagar, no caso de São Paulos, R$300 milhões pela concessão e vai buscar o dinheiro de alguma forma.
O apagão de ontem deveria relançar o debate sobre os aeroportos. Ele vem e vai, sem grandes solucões. A Copa está chegando e também as Olímpiadas. E mesmo se não estivessem. Aeroportos latino-americanos onde não se esperam grandes eventos já são mais modernos e funcionais que os nossos.
Para se ter uma idéia: os brasileiros gastaram US$21,2 bilhões no exterior. O turismo está irrigando a economia americana, sobretudo Miami.
Mas parte desse dinheiro são passagens aéreas e taxas de aeroporto. É impossível continuar crescendo sem investir nos aeroportos. Por que tanta lentidão?



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Vou completar sua questão final. Até quando veremos isso?