Testemunhas da explosão do bueiro em Copacabana contam que ela poderia ter o efeito destrutivo de uma bomba, se houvesse gente perto. A experiência anterior, com um casal de americanos, mostrou que não somente foram arremessados à distância mas ela sobretudo sofreu queimaduras muito sérias. Estas queimaduras a imobilizaram no hospital e, possivelmente, a farão voltar muitas vezes à mesa de cirurgia.
Quando o casal de americanos foi para os ares, a Light prometeu que faria um mapeamento subterrâneo do Rio. Isto é algo muito importante porque não é somente a Light que usa a área invisivel da cidade. Participam da exploração a empresa de água do Rio, Cedae, as empresas de televisão a cabo – uma série de atividades divergentes que têm em comum apenas a presença subterrânea.
Após a explosão de Copacabana, a Light, através de seu presidente Jelson Kelman, afirmou que ainda existem 130 bueiros em perigo, pois não se conhece bem sua situação.Os lugares mais perigosos são o centro e Copacabana. Hoje, resolvi dar uma olhada e encontrei equipes trabalhando. A Light terceirizou monitoramente dos bueiros. A dúvida que tenho é essa: basta uma só empresa trabalhar suas instalações ou é preciso um projeto de segurança geral, envolvendo todas?
Não quero dar um tom político à coisa, mesmo porque Kelman é uma excelente pessoa, um dos grandes entendidos em problemas hidricos no Brasil, desde seu tempo na Agência Nacional de Águas. E o prefeito Eduardo Paes tem mostrado interesse no assunto. O problema é que o mapeamento deveria ter sido concluido e uma nova política sobre o uso subterrâneo da cidade deveria estar vigorando. Nada disso aconteceu. Explodiu o segundo bueiro. Vamos esperar um terceiro?



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