A Presidente Dilma Rousseff afirmou, no meio de semana, que uma nação não deve ser medida apenas pelo PIB, o Produto Nacional Bruto.
Este foi um dos temas discutidos na Rio+20. Será que o PIB exprime bem o que se passa num pais? Devemos contar também com o Índice de Desenvolvimento Social, outro indicador importante?
Alguns mais ousados querem introduzir o conceito de felicidade nacional como indicativo de um pais. Inspiram-se no Butão, um pequeno pais asiático, situado no Himalaia, que abandonou o conceito de PIB pela da felicidade.
À primeira vista parece exótico, deixar de contar o progresso material e fixar-se nos diversos avanços sociais e na satisfação que o povo tem com os serviços do governo.
Alguns teóricos, como Derek Bok, escreveram livros estimulando os governos para uma nova pesquisa sobre o bem estar.
Pesquisas nos EUA não faltam. E Derek Bok cita uma delas, comandada por Richard Easterlin, mostrando que apesar do crescimento material dos últimos 50 anos, o índice de felicidade não aumentou nos EUA.
O rei do Butão, Wanchuk, lançou, ao adotar o novo índice, o que chama de quatro pilares da Felicidade Nacional Bruta: boa governança e democracia desenvolvimento econômico estável e equilibrado, proteção ambiental e preservação da cultura.
Aqui no Brasil, norte-americana, Susan Andrews, trabalha com o tema da felicidade como indicador e fez algumas intervenções durante a Rio+20.
A dificuldade do pronunciamento de Dilma Roussef é o momento político em que foi feito. Muitos jornais e observadores estrangeiros mencionam a modéstia do crescimento do PIB brasileiro, o menor dos BRICs, o bloco formado pelos países emergentes.
Outros afirmam que o Brasil crescerá menos que os 2 por cento projetados para os Estados Unidos em crise.
A principal critica à Dilma será a de proclamar o orgulho pelo crescimento do PIB, em certos momentos de elevação do indicador, e subestimá-lo quando está em queda relativa.
Fica parecendo a fábula da Raposa e as Uvas. Mas apesar disso tudo, a presidente tocou num novo tema que procura responder de maneira não só material a importante pergunta: como estamos?
Falas presidenciais tendem a estimular debates. O da felicidade pode ser um deles. O outro é: até que ponto o crescimento material é importante para os outros fatores de bem estar?
Esta última questão a gente se coloca, as vezes, na vida particular. Agora, ela ganha a dimensão de um tema político.
Artigo publicado no jornal Metro 3m 16/07/2012



7 Comments
Não acredito no discurso da presidenta Dilma. Trata-se de uma peça de marketing por conta do pífio desempenho da Economia. Se fosse sério, a Educação , a Saúde, a Habitação , Saneamento – seriam ítens fundamentais desse desgoverno. Como dos outros governos . Eles vivem para eleições e nada mais. Vivem para conchavos, ladroagem e rapina dos cofres públicos. Trata-se somente de belas palavras lançadas na mídia. Tenho vergonha de ser brasileira. Viva o reino do Butão !
Bastante oportuno este post, como continuar falando do PIB? em desenvolvimento dentro do conceito capitalista -americano do termo? e ao mesmo tempo da exaustão dos recursos naturais, da necessidade de rever as praticas do fazer sustentável, são contradições destes dias, deste século XXI, onde tudo que era certeza se desmancha… e o novo já passou da gestação, mas ainda não coroou.
boa governança e democracia desenvolvimento econômico estável e equilibrado, proteção ambiental e preservação da cultura.
Se tivéssemos uma boa governança , os demais itens viriam juntos .
Algo semelhante ao que o jovem e sensato rei do Butão deseja para o seu país, já se formulou por aqui, só que deram bola apenas literária : “A alegria é a Prova dos Nove”. De uma certa forma, o brasileiro têm tudo para ser feliz, não é? A questão, é que se deixa convencer a querer apenas uma cota de felicidade, uma bolsa-alegria.
Pois é, agora que o crescimento do PIB sugere ser menor que caspa de mosquito a presidente, assim sem mais, nem menos, lembrou da existência de crianças e adolescentes no Brasil. Dilma, meu amor, você poderia ser menos óbvia, né? Contudo, pior que isso, foi a cara de paisagem que ela e o atual ministro da Educação fizeram a propósito dos 10% do PIB que supostamente deverão serem investidos na Educação. Creio que se as boas intenções ambos forem colocadas na vitrine elas nem irão valer 1,99.
Pois é. Como mudou a sra, presidenta. Há dois meses atràs enchia a boca, falava do nosso PIB e dava aulas de como gerenciar um país à Angela Merkel. Nem se lembrava que haviam crianças e adolescentes no país. Agora, recorre a eles, para que esqueçamos o pibinho e nos agarremos aos nossos filhos. Ela pensa que engana a quem, a gerente da loja falida de 1.99? Acha que vamos esquecer que ela estava ao ladode Lula este tempo todo? E que nada fez pela infra estrutura deste país? Vai chorar no colo do Chavez madame. E pede a ele a grana da refinaria que ele ainda não mandou.
Infelizmente a Da. Dilma vai ter que usar o PIB para avaliar a Nação. Se fosse usar outro, por exemplo, o IDH seria pior por sermos o 84º país entre 160. Também analfabetismo seria ruim ´, por exemplo, tomando jovens acima de 15 anos onde mais de 20% são analfabetos funcionais ou seja, não entendem o que leem. Nem se tomarmos o futebol pois nosso país é hoje o 11º na classificação da FIFA. Seria mais util ela reconhecer os fracassos e governar melhor. Reformas, por exemplo e nossa maior dívida social : EDUCAÇÃO DE BASE que é um lixo! Nossos jovens não chegam às universidades, nossos jovens não chegam a ser bons operarios após passarem pelas escolas porque nenhum desses grupos teve boa educação de base. E ao governo não interessa dar melhor educação para as péssoas não perceberem o que está se passando, para que não tenham liberdade, ficam na dependencia das bolsas e outros programas do governo.