
Operários que trabalhavam no edifício Liberdade, aquele que caiu no centro do Rio matando 17 pessoas, confessaram na policia que derrubaram colunas do prédio a mando dos encarregados da obra
Isso ajuda a esclarecer o mistério. Um dos operários afirmou que as colunas eram muito resistentes e foi preciso um grande trabalho para derrubá-las.
O desenvovimento do inquérito confirma a tese da importância da fiscalização. É importante ressaltar que a prefeitura não tem bala para fiscalizar tudo. Mas a população tem.
Basta fazer como em Buenos Aires e colocar na internet todas as licenças concedidas para obras. Se alguém acordar um dia vendo que a há obras no prédio, pode consultar a internet para constatar se foram ou não autorizadas.
Traumatizados pela queda do Liberdade, aqui em Ipanema fizemos pressão para que nos explicassem as explosões do metrô que são realizadas diariamente.
Os funcionários da empresa vieram ao prédio e prometeram instalar um sismógrafo para registrar a repercussão das explosões na Praça General Osório.
Não estamos convencidos ainda de que as explosões foram licenciadas pois a extensão do metrô ainda dependia de audiências públicas e novo relatório de impacto ambiental.
De qualquer maneira, o único caminho para fiscalizar a contento é envolver a população e usar os meios técnicos existentes.
Apesar do grande impacto da queda do Liberdade e da morte de 17 pessoas, o tema pode cair no esquecimento. É hora de pressionar a prefeitura. Com o centro de comunicações montado pela IBM, ela pode mobilizar recursos que não estavam ao seu alcance no passado. Isto é pode mobilizar a atenção coletiva.
Veja na TV Gabeira, crônica matinal na Band


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