Para quem vê a história da origem humana como um romance inacabado, surgiu uma boa notícia esta semana.
Lucy, a pessoa mais velha que conhecemos, com 3,2 milhões de anos, pode ter encontrado um par, bem mais velho do que ela.
Os cientistas descobriram na Etiópia um pé que pode ter 4 milhões de anos e talvez seja da mesma época de Lucy, um Austrolopithecus Afarensis.
O que difere o pé encontrado na Etiópia dos pés de Lucy é o mais interessante da história. Os cientistas descobriram que a formação dos dedos do pé encontrado é diferente de Lucy.
A figura a quem pertence o pé, recomposto integralmente, tinha dedos divergentes e segundo os descobridores ainda era um dos desses seres com” andar equívoco”.
A probabilidade é que o antecessor de Lucy não andava com facilidade e que seus pés eram mais adaptados ao movimento nas árvores.
Se isso for verdade, Lucy representa um avanço porque seus pé indicam capacidade de movimento como bípede em terra firme mas também uma boa desenvoltura para subir em árvores e saltar nos seus galhos.
Nesse sentido, nossos pé de hoje ficaram mais limitados. Hoje andamos com mais naturalidade talvez que os antepassados remotos. Mas parecemos meio desajeitados quando se trata de subir e mover pelas árvores.
Foi apenas um pé. Mas as pesquisas continuam e sempre trazem alguma novidade. Lucy é sempre uma referência mesmo quando sobre aos céus com diamantes, como na canção dos Beatles.



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