O desmatamento na Amazônia está de novo acelerando. Dados do último bimestre mostram que o processo de devastação cresceu 60 por cento .
A notícia foi divulgada por Leão Serva, no Observador Político, rementendo à página do Inpe: http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=2819)
A área devastada, segundo os dados do Inpe, passou de 135 km2 para 218 km2. É um trabalho do projeto de monitoramente chamado DETER que avalia as mudanças a cada mês.
O governo tem outro modo de avaliar os dados, mas num cômputo anual. Quando confirmar essa tendência, será tarde demais para reagir.
É hora dos deputados interessados no tema chamarem o governo e o Inpe para uma audiência. É preciso leventar a dimensão do desmatamento e tentar entrender as causas do seu avanço.
Isso é coisa para agora. Se entendermos rapidamente as causas do avanço, poderemos sugerir formas de contenção.
A presidente Dilma Rousseff deveria se interessar pessoalmente pelo assunto. Além dos estragos ecológicos, é desastroso para o Brasil que o processo de destruição se acentue num ano que sediamos a Rio+20.
Vou enviar esse texto para alguns deputados e senadores. Debate urgente.



3 Comments
Poxa, eu tinha lido que o desmatamento estava desacelerando. Acho que não tem como até as autoridades se mobilizarem para dar às pessoas condições para parar de desmatar. E desbaratar a máfia que deve existir pra incentivar os desmatadores.
Não é relacionado, mas o senhor possui e-mail para contato? O botão pra contato no topo da página direciona para o 404. Se desejar pode me mandar um e-mail.
Prezado Gabeira,
Há dois artigos hospedados no site defesanet que têm relação direta com este post. São eles: 1 – DefesaNet – Geopolítica – ENTREVISTA – André Lara Resende -Temos que rever o que consideramos progrresso: “…Ao esbarrarmos nos limites físicos do planeta, teremos necessariamente que rever o que consideramos progresso…..”. Lara Resende fala sobre buscarmos novas perspectivas econômicas e sociais, uma vez que os limites físicos do planeta estão no limite. 2 – DefesaNet – Geopolítica – Brasil, Índia e o novo Tratado de Tordesilhas que fala sobre: “O consultor especializado em mercados emergentes Rakesh Vaidyanathan diz exatamente o oposto: ” A nova religião que será propagada não será o catolicismo, mas, sim, a democracia e uma espécie de capitalismo que permite que o talento empresarial prospere…. “. Ou seja, o “talento” empresarial só pode prosperar se houver mais consumo….”. Ao final sentido na floresta……
Prezado Fernando Gabeira:
Saudações Ecológicas,
*GRANDES E QUASE CENTENÁRIAS ÁRVORES DA PRAÇA NOSSA SENHORA DA PAZ, EM
IPANEMA, E PRAÇA ANTERO DE QUENTAL, NO LEBLON, PODERÃO SER DESTRUÍDAS POR
OBRAS DO METRÔ.*
Além do descaso das autoridades para com os bondes de Santa Teresa, outro
absurdo poderá acontecer. Agora que a Linha 1 do Metrô do Rio de Janeiro
será extendida até a Barra da Tijuca, está prevista uma estação na Praça
Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e outra na Praça Antero de Quental, no
Leblon. *A Prefeitura planeja construir também um estacionamento
subterrâneo no local*. A praça N. Sra. da Paz é um modelo para os tempos
atuais de conscientização ecológica. Sua parte mais arborizada, em
especial, oferece uma boa sombra, fazendo-nos lembrar da necessidade da
existência de arborização farta em cidades situadas em áreas tropicais,
castigadas pelas elevadas temperaturas.
Basta caminhar em frente à praça, mesmo sem adentrá-la, para se ter
agradável sensação de bem-estar: é um oásis situado dentro da metrópole
saturada. Nela vivem diversas espécies de aves. *A praça contribui para
libertar o bairro do estigma de selva de concreto*, comum em outros bairros
desta e de outras grandes cidades, e conserva, de maneira mais humana, a
vida de seus moradores, freqüentadores e trabalhadores, tendo se tornado um
*espaço essencial para a saúde física e mental deles*. Ideal seria que todos
os bairros da cidade tivessem uma praça como esta.
*Ainda há tempo para se impedir a construção das estações nas praças: as
obras em Ipanema e Leblon ainda dependem de licença ambiental*.
Lembre-mo-nos de como o bairro de Copacabana, por exemplo, carente de áreas
verdes, está saturado e completamente desfigurado com a veloz construção de
grandes edifícios (na maioria feios), fazendo com que o bairro perdesse seu
aspecto agradável que o marcaram nas primeiras décadas do século 20. Não
queremos que aconteça isto nem em Ipanema, nem no Leblon, nem nos outros
bairros da cidade.
*Várias praças e ruas onde foram construídas estações de metrô ficaram
completamente desfiguradas, e feias*, em relação ao que eram anteriormente.
Estruturas de concreto puro e o piso com lajotas hexagonais, também de
concreto, prevalecem no chão e nas calçadas em volta de todas as estações, o
que demonstra uma falta de imaginação e descuido com um paisagismo melhor.
Vale também lembrar que durante a reforma da Praça XV, na década de 90,
operários cortaram raízes de portentosas árvores. Após as obras, as árvores
tombaram facilmente, em um dia de chuva forte e ventos velozes, por causa da
falta de sustentação das raízes. É necessário haver um empenho para que não
se construa as estações na Praça N.S. da Paz e na Antero de Quental. O
atual paisagismo das praças precisa ser mantido, com a preservação de todas
as árvores. *Diversos cidadãos cariocas, inclusive de outros bairros, estão
seriamente apreensivos com o risco de se perder estas belas praças,
existindo grande preocupação, pois suas opiniões não têm recebido a atenção
merecida.
*
*A AMAI* – Associação de Moradores e Amigos de Ipanema mostra-se a favor da
estação na praça, mas *esta entidade não está representando o pensamento da
maioria dos moradores do bairro: a AMAI está privilegiando apenas os
interesses dos comerciantes da região.*
No ímpeto de se modernizar a infra-estrutura de transportes na cidade,
corre-se o risco de se destruir um maravilhoso bem público, as praças, e
remodelar as mesmas com a velha solução fácil das estruturas feias de
concreto armado. Quando o turista brasileiro viaja para a Europa, fica
fascinado pelas suas belas cidades, com parques e praças preservados, limpos
e que são orgulho de seus moradores. Aqui no Brasil também podemos
preservar o que é belo e contribui para que as cidades sejam mais humanas.
Se os brasileiros prosseguirem destruindo tudo o que torna suas cidades mais
habitáveis, continuarão a desfrutar de belas paisagens urbanas apenas em
viagens pelos países da Europa ou através da televisão.
*Uma solução de Primeiro Mundo, típica dos povos civilizados dos países
europeus que se preocupam com a integração da Natureza no meio urbano*,
seria manter uma linha de ônibus (que já existe) ou micro-ônibus do Metrô,
(com os pontos de parada também já existentes), circulando dentro destes
bairros, que levaria os passageiros, *em poucos minutos*, até a estação
General Osório. Esta sugestão não deve ser vista com estranheza, nem como
um absurdo, mas sim uma alternativa onde a integração do ser humano com a
Natureza prevalecem sobre uma solução fácil de engenharia.
Certamente outras pessoas poderão oferecer novas sugestões alternativas.
A falta de conservação na Praça N. Sra. da Paz (buracos junto dos portões
de entrada e poças de água atraindo mosquitos) demonstra desatenção da
Prefeitura. Parece até que a Prefeitura quer afugentar os frequentadores,
principalmente idosos e crianças, para então se justificar: “A Praça é pouco
frequentada mesmo… não há problema em demolir a mesma para fazer o Metrô.”
Ficaremos imensamente agradecidos se pudermos contar com a sua ajuda para
evitar que um desastre aconteça nas praças. Influenciar as autoridades
políticas responsáveis a adaptar o projeto certamente será de grande
importância para que consigamos preservar as praças. Além da solução que
sugeri, que prevê ônibus ou micro-ônibus levando as pessoas até a estação,
certamente outras novas sugestões também serão oferecidas por outras pessoas
(será que o metrô poderia passar por baixo das pistas da Lagoa, em direção à
Gávea, ao invés de passar por dentro do bairroω). Nossos agradecimentos
serão infinitos, se tiver condições de nos auxiliar.
O objetivo de edificar cidades mais humanas deve existir sempre.
Muito agradecemos,
Hélio Bandeira