Manaus – Parto de madrugada para São Gabriel e devo voltar de barco. Dizem que a descida do Negro é mais interessante que a subida.
Estadão publica hoje matéria que interessa ao meu projeto. Sem recursos suficientes, as Forças Armadas passam por um processo de sucateamento.
É preocupante a notícia, quando se pensa no conjunto de pelotões especiais de fronteira. Na floresta, vivendo numa solidão espartana, esses pelotões precisam de apoio.

Normalmente, o governo sabe disso e faz tudo para atenuar a aridez do trabalho. Mas os pelotões dependem dos voos da FAB, cada componente de uma obra chega de avião, do tijolo ao prego.
Num momento desses, a tendência é cortar voos, mas espero que haja exceção na Amazônia. Os aviões de FAB são uma alegria para quem está na floresta e uma esperança de carona para os índios que precisam vir à cidade.
Nas regiões de conflito na Amazônia, onde aconteceram crimes de repercussão(Chico Mendes, Dorothy Stang) o problema é a terra.
No alto Rio Negro o problema, no princípio, era a mão de obra. Os portugueses faziam expedições para capturar os índios.
Hoje, índios e Exército estão unidos numa combinação virtuosa, da técnica militar com o conhecimento do terreno. Mas recursos e equipamentos também são essenciais.
A região da Cabeça do Cachorro no extremo noroeste do pais é uma tríplice fronteira(Brasil, Colômbia, Venezuela) e a partir da amanhã espero estar escrevendo da lan house que fica embaixo do hotel Deus Me Deu, meu endereço em São Gabriel.



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