Mossoró – Acordei bem cedo para visitar uma salina. Mossoró produz uma grande parte do sal brasileiro. O Rio Grande do Norte, na verdade, é responsável por 97 por cento da produção.
Salinor é o nome da empresa que visitei. Ela capta a água no Rio Mossoró, perto do mar. A água captada vai para um reservatório e depois da evaporação o sal se deposita.
Caminhões como se estivessem num campo de neve recolhem o sal, numa camada de mais ou menos 15 centímetros, e o transportam para a lavagem.
Uma vez limpo, o sal segue numa esteira de 800 metros até uma barcaça que o transporta para uma ilha de exportação, já no Atlântico.
O sal de mesa representa apenas 20 por cento da produção. Nele é preciso, por força de lei, introduzir 30 miligramas de iodo por quilo.
Ganhei de presente um sal sem iodo, que eles chamam Flor do Sal. Seus grãos são ocos e eles explodem na boca, ao serem mastigados.
Será uma boa surpresa para os amigos. A Salinor que visitei esta manhã emprega 270 pessoas em Mossoró e produz 1,5 milhão de toneladas por ano.
Devo partir agora. Creio que escolhi, considerando o tempo, o lugar certo. Há muitos cavalos de pau, como chamam por aqui, retirando petróleo.
Seria uma outra visita, mas levaria o dia inteiro. Volto para o Rio e fiquei impressionado com esta cidade de 250 mil habitantes, que não para de crescer.
Mossoró sempre foi apontada como uma das melhores em qualidade de vida. Muita gente veio para cá e continua a chegar novo morador.
Ganhei de presente uma muda de craibeira, uma prima do ipê, que está presente em toda a região. Foi adotada como a árvore local.
Até breve.





2 Comments
Sabe aquela máxima de “piriquito come milho, papagaio leva a fama”?. Pois é assim com Mossoró. O sal é produzido em Areia Branca e Grossos, municípios limítrofes. E cabe a comercialização à Mossoró. Esse falso equívoco vem perdurando…
Equivoco seu, Júlia. Se puder, visita a Salinor em Mossoró, e verá onde ele é produzido.