Graças ao seu apelido, Juquinha, ele se tornou mais famoso que os outros demitidos na crise do Ministério dos Transportes. As acusações contra Juquinha são de desvio de gente grande. Só num trecho de 105 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul , estima-se que levou R71 milhões.
Como a estrada tem três mil quilômetros, Juquinha, que se chama José Francisco das Neves, estava se preparando para ser uma das maiores fortunas do pais.
Cabo eleitoral de Henrique Meireles, ex-presidente do Banco Central, Juquinha tem os cabelos bem pretos, como os inúmeros membros de sua tribo em Brasília.
A tribo dos cabelos pretos era menor que as de cabelo acaju. Mas agora ganhou força, inclusive com a presença de fortes caciques, como o Ministro Edison Lobão, da Energia.
A tática de Juquinha ao comprar fazendas, e eles as comprava à pencas, era conhecer o trajeto das estradas e, antes de divulgá-lo, fazer o negócio por um bom preço. A reportagem mostra as três que comprou em Novo Mundo, Goiás.
Juquinha não nenhuma graça, pois trabalha com dinheiro público desviado. Mas é irresistível um sorriso quando o Jornal Nacional anuncia uma de suas aventuras e ele aparece com seu visual político-administrativo brasiliense.
Durante algum tempo, ouviremos as últimas do Juquinha. Ele foi presidente da Valec e todos os escândalos ligados às ferrovias devem passar por ele.
Meireles vai cuidar das Olimpíadas. Por que não levar o Juquinha? As obras da Copa serão feitas em sigilo. Não há perigo de escândalo. Pode-se até criar uma modalidade olímpica para ele ganhar a medalha de ouro: desvio à distância, levantamento de propinas, negociatas de mesa- enfim uma gama de novas competições que as Olimpíadas no Brasil podem trazer.



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