Repórteres internacionais começam a chegar ao Quênia e Etiópia, onde estão alguns campos de refugiados que socorrem a população faminta do sul da Somália. A região no conjunto é chamada de Chifre da África.
São 3,7 milhões de habitantes, num pais sem governo, que vivem uma seca, segundo algumas testemunhas, de mais de três anos.
Os refugiados saem a pé de suas pequenas lavouras. As vezes, tentam trazer seus animais de carga, mas muitos já morreram ou não resistem à caminhada.
Nem todos os retirantes têm sapatos ou sandálias e alguns chegam com os pés destruídos ao refúgio no Quênia.
As áreas atingidas, Bakool e Lower Shabelle, são controladas pelos muçulmanos do movimento all Shabab, cujas milícias, no passado, expulsaram as organizações humanitárias do sul da Somália.
Esta é a maior seca vivida na região, desde 1992. A chegada dos fotógrafos vai mobilizar a opinião pública internacional.
Tem sido assim. Primeiro, saem as fotos dramáticas e , depois, governos, entidades assistenciais e até artistas começam uma campanha para atenuar a fome na África.
O Brasil vai ocupar a direção da FAO, órgão da ONU que se ocupa dos alimentos. O novo dirigente brasileiro é José Graziano.
O dirigente da FAO foi assessor de Lula, que, por sua vez, afirma que pretende ajudar à África a vencer, entre outros, seu problema alimentar. É hora de mostrar trabalho.
É um momento importante, embora a grande fome na Somália tenha chegado só agora ao noticiário. Cerca de seis pessoas em 10 mil morrem de fome. A ONU define tecnicamente o estágio de fome a partir de duas mortes em 10 mil.
São necessários, segundo a própria ONU, US$1,6 bilhão para a fome no Chifre da África e, até o momento, os países chamados a ajudar, não compareceram.



3 Comments
[…] Fome ameaça de novo Chifre da África. […]
Ok, precisamos ajudá-los na questão da fome, entre outras. Mas quando o problema efetivamente acabará, o que é necessário fazer para vencê-lo realmente?
Ajudar de vez em quando, em situações lamentáveis, é retardar a real mudança necessária.
Desde o descobrimento do Brasil (brasil em letra minuscula, tenho vergonha do brasil) nós sofremos com a fome. Nunca a ONU fez uma reunião onde a pauta principal seria ( VAMOS ACABAR COM A FOME), a onu se reune para congressos fúteis onde sempre engloba o capitalismo.
Sei que, se juntarmos comida e mandar para os Africanos irá amenizar, mas, não irá acabar. A longo prazo isso é muito prejudicial pois eles sentirão fome. A ONU tem que investir em educação, saneamento, saúde, moradia, segurança , lazer, empregos, etc. Se oferecermos um prato de comida hoje, amanhã ele estará com fome do mesmo jeito. isso basta, EU fico revoltado com tudo isso. Quero parabenizar os politicos que sempre resolvem os problemas ( que mentira, só os problemas deles, carro antigo comprar um novo, o palito está velho, o dinheiro está pouco. vlw