Caiu em 55 por cento o desmatamento na Mata Atlântica. Na comemoração do dia da Mata Atlântica foi lançado o sexto Atlas dos Remanescentes Florestais indicando a queda no processo de destruição, medido de 2008 a 2010.
Em princípio, é uma boa notícia. Acontece que dois fatores devem ser pesados na avaliação. A Mata Atlântica é cada vez menor. O desmatamento nesses três anos foi em torno de 312 km2, o equivalente a 31 mil campos de futebol.
O início desta última avaliação coincide com a aprovação da lei que protege a Mata Atlântica. Esta lei aumentou um pouco a consciência da importância do bioma e também a fiscalização. Mas levou 11 anos par ser aprovada.
Na verdade, o processo de destruição está se dando numa área de 7,9 por cento que restou da Mata Atlântica original. E muitas das áreas preservadas talvez não o sejam por consciência e fiscalização mas porque são de diifícil acesso.
O novo Código Florestal reduz as áreas a serem protegidas na margem dos rios, de 30 para 15 metros. Sua aprovação, com uma estridente vitória dos setores que querem flexibilizar a lei, será um dado importante na próxima medição.



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