Depois de anunciar o fim das leis de exceção, o governo da Síria produziu , na sextafeira, um dos maiores massacres na luta contra a tirania no Oriente Médio: 88 mortos,segundo as ONGs que acompaham os acontecimentos.
Um dos problemas da Síria é a ausência de permissão para que a imprensa internacional cubra os fatos. A tática do presidente Bashar al Assad foi o de simular uma abertura que acabou conduzindo a manifestações de massa intoleráveis para o regime .
Mas o caminho da repressão também é perigoso para Assad. As mortes levam a enterros, protestos, novas demonstrações. A saída portanto não é fácil.Fiquei impressionado com a posição de um general para quem as demonstrações foram liberadas logo não há mais razões para elas.

Cartas nas ruas da Síria pede liberdade.
Talvez isso tenha passado pelo cabeça dos lideres do regime: se liberarmos as manifestações elas perdem o sentido. Mas a estrutura mental autoritária queria que isso fosse verdade. Já que não vamos permitir manifestações em abstratos, ficaremos com o poder de definir se são ou não neccessárias.
Esse tipo de regime vai levar a Síria a grandes conflitos internos. Infelizmente, o caminho é longo porque o governo tem o apoio dos militares, da alta classe média que se beneficia dele.Cada sexta-feira será um pesadelo. Uma novidade importante foi a aparição do movimento na periferia de Damasco. As coisas esquentando perto do centro do poder acabam tendo um efeito pedagógico maior do que no interior.


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