Na última viagem à Amazônia, escrevi em Brasileia, Acre, que os 250 haitianos que entraram no Brasil iriam colocar nosso país no mapa de sua diáspora mundial. Diáspora é uma palavra grega que significa dispersão, movimento forçado por situações políticas ou ambientais.
Menos de um mês depois, o governo do Amazonas e o governo federal anunciam que mil haitianos, vítimas do terremoto, serao recebidos no Brasil com emprego na Zona Franca de Manaus. O grupo que entrevistei em Brasileia estava de malas prontas para trabalhar nas usinas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia. Não sei o que aconteceu com eles, depois das revoltas que destruiram ônibus e alojamentos naquelas usinas.
Os 2,5 milhões de haitianos que vivem fora de seu país são responsaveis pela remessa de US1,9 bilhão para seus parentes, o que representa um terço do orçamento do Haiti. Sua concentração no momento se dá nos Estados Unidos, República Dominicana e Canadá.



Comment
[…] minha viagem à Brasileia para falar dos haitianos que chegavam ao Acre, o tema cresceu muito. Sabia que estavam entrando […]