Os rebeldes tomaram hoje a capital de Costa do Marfim. É um fato que terá mais importância do que se espera. Já havia mencionado a crise humanitária em Costa do Marfim e o silêncio brasileiro.
Mas a vitória das forces de Alassane Quattara, que venceu e não leveou as eleições, vai colocar em cheque a nova doutrina de Obama sobre o papel dos EUA no mundo.
Os norte-americanos vão invadir outros países quando houver massacres contra a população e sempre junto com uma base aliada. Os jornalistas norte-americanos já perguntavam por Costa do Marfim. Lá o ditador Laurent Gbagbo matou muita gente e provocou um êxodo em massa. Havia uma crise humanitária da mesma dimensão ou mais grave que na Líbia.
O fato de ser um país africano, sem recursos estratégicos, contribuiu para que o Ocidente abandonasse Costa de Marfim. O supreendente é que mesmo sem a ajuda externa que os rebeldes líbios tiveram, eles estão triunfando.
Nesses primeiros momentos, ainda é preciso analisar a evolução dos fatos, Costa do Marfim mostra uma lição: crises humanitárias em paises com petróleo são mais graves do que em países pobres. Rebeldes vencendo com força própria acabam produzindo um processo potencialmente mais estável.




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