Enquanto um terceiro reator apresenta problemas em Fukushima, a Suiça e Alemanha decidiram, hoje, iniciar a revisão de sua política nuclear. Deu no El País que a Alemanha vai encurtar prazos de funcionamento de usinas e a Suiça suspendeu todos os procedimentos em curso, até que tenha uma visão melhor do que se passou no Japão.
A Europa ocidental é o espaço mais sensível à questão nuclear, uma vez que foram grandes os movimentos de protesto no passado e os partidos verdes, em alguns dos seus países, têm importância eleitoral.
Esta resposta imediata da Europa era esperada, mas o foco continua no Japão. Um terceiro reator apresentou problemas nesta segunda feira e suas varetas de combustível estão expostas. No post anterior, falei um pouco sobre essas varetas, que são mais parecidas com tubos. O perigo de explosão é causado pelo hidrogênio e o derretimento do núcleo do reator poderia liberar radiação. O quanto seria liberado, ainda é uma dúvida. Há quem, como a matéria de agora do New York Times, use o adjetivo catastrófico para falar dessas radiações. Mas há também quem ache possível uma consequência mais branda.
Com problemas em suas estruturas antigas, cheias de corrosiva água do mar, o Japão talvez tenha que dar adeus a essas usinas. O problema no caso do nuclear é que o adeus, mesmo com a usina parada, dura anos.




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