Na revista Piauí, de fevereiro, estou publicando um texto sobre minha passagem pela Câmara dos Deputados, do principío de 1995 até o ultimo mês de 2010. Foram dois mandatos de Fernando Henrique e dois mandatos de Lula.
As memórias do período ainda estão incompletas porque com a chegada dos documentos de Brasília e avaliação dos projetos apresentados, será possível traçar um intinerário.
O título do artigo é Recordação da Casa dos Vivos. Sem dúvida, um texto crítico, mas com esperança. A experiência na Câmara mostrou que os deputados interessados em mudanças qualitativas são minoria. Talvez sejam minoria mais reduzida ainda no momento. Mas seu poder de atuação é muito potencializado pela opinião pública. Os chamados deputados de opinião conseguem vitórias inacreditáveis, quando o tema está sendo acompanhado atentamente pela imprensa.
Às vezes, a vitória é toda da opinião pública, como no caso do projeto da ficha limpa que contou com os deputados apenas para sua tramitação. O projeto foi formulado, discutido e divulgado de forma autônoma.
O trabalho que publiquei na Piaui, onde pretendo escrever sempre que possível, é apenas uma parte de um texto maior que cobrirá um período de meio século, um longo balanço dessa etapa de participação na vida política brasileira.
De vez em quando, é preciso parar e avaliar, para dar os próximos passos.



4 Comments
[…] This post was mentioned on Twitter by NEILA MARIA TAVARES, Fernando Gabeira. Fernando Gabeira said: Recordação da casa dos vivos. http://bit.ly/hf2YqF […]
Gabeira, você é meu orgulho!
estou muito triste q vc nao esteja na politica, mas com certeza, essa pausa servirá pra engradecimento, podendo refletir sobre o que fazer nas proximas…
mas, de qualquer forma, nesse tempo de afastamento você fará muita falta!
abraços!
da sua sempre eleitora.
Cara Fernanda, agradeço seu apoio. Continuamos juntos. Um abraço.
Ah, Gabeira! Que falta você faz para a política brasileira!
Neste sentido, faço coro a colega Fernanda; Sua presença é absolutamente imprescindível para o país que queremos construir. É realmente triste ainda me deparar com uma parcela da população que conserva uma concepção equivocada de sua luta.
O meu apoio, incondicional, o senhor terá SEMPRE.
Abraços
Stella