Tema presente na campanha eleitoral, a educação volta à cena no Rio. O governo promete um grande avanço nos cursos médios, projetando aumentar o índice estadual, alcançado no IDEB, de 2,8 para 3,6. Será um grande salto. O difícil é acreditar nele. Os especialistas acham que é uma proposta irreal. No meu entender, o que mais dificulta esta meta é o próprio discurso de Cabral. Na campanha, afirmou que o atraso era fruto de 30 anos de desprezo oficial pelo ensino médio. Agora, promete dar um salto extraordinário. Ora, se as coisas andavam devagar por uma razão histórica, como aceitar que o progresso agora, por mais rápido que seja, consiga se desvencilhar desses obstáculos acumulados?
Há uma boa proposta no ar, aquela que foi martelada na campanha: acabar com a indicação política de diretores de escola . É um excelente primeiro passo. O que inibe esse passo, além, é claro das pressões dos aliados, é a alternativa: eleição direta. A fórmula de eleição direta não pode ser a única. Um comitê especial poderia escolher os professores, por mérito, currículo, enfim um conjunto de critérios.
A eleição direta é muito bombardeada e, cria nas escolas um clima de campanha, promessas, lutas internas, que talvez não seja o ideal. Por que não combinar a alternativa eleição direta com outros caminhos que não sejam as tradicionais escolhas políticas? O Rio de Janeiro ultrapassa apenas o Piauí, no exame do IDEB. Ficou ao lado de Alagoas, entre os que menos avançaram. Um estado com este volume de investimentos, preparando-se para a Copa e Olimpíada precisa de mais, muito mais.



4 Comments
A chave para qualquer povo progredir é a educação. E esta não pode ser nos moldes atuais em que se prioriza a quantidade e não a qualidade. Como poderia dar certo um modelo de sistema educacional em que os gestores são escolhidos pelo critério polítco e não pelo currículo. Esta é uma praga que atraza este país. Enquanto a iniciativa privada privilegia a meritocracia as instituições governamentais optam pela orinetação politica, e ai temos exemplos infindáveis de pessoas ocupando cargos para os quais não estão preparadas.
[…] This post was mentioned on Twitter by Valber Tuelher and Bê Neviani. Bê Neviani said: Do @gabeiracombr Hora da Educação no Rio http://bit.ly/fauemI […]
Prezado Gabeira,
Não me esqueço de uma das primeiras declarações do atual Secretário de Educação, que se não me falha a memória é um economista, foi a seguinte: “Eu vejo a educação como um negócio.”
Precisa dizer mais alguma coisa?
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