Um pequeno acidente que influencia meu trabalho: bati com um dedo na borda da piscina, inchou e dói.
Estou trabalhando menos com os dedos hoje. Aquele decreto do Bolsonaro era apenas para estudar a privatização das unidades de saúde e não de todo o SUS. Ele argumenta que colocaria na iniciativa privada apenas obras inacabadas.
O problema é que as obras não acabam por falta de dinheiro e, simultaneamente, surgem as notícias de desvios milionários na saúde.
Nunca haverá dinheiro para a saúde pública sem um controle da repressão, assim como nunca haverá dinheiro sem qualidade de gestão.
Na verdade, nunca haverá dinheiro suficiente.
Surgem novas necessidades como por exemplo as cirurgias bariátricas, ou
mesmo novas doenças como o covid19.
Pesquisadores advertem que o desmatamento podem aumentar o número de epidemias, assim como podem aumentá-las a maneira destrutiva como nos relacionamentos com os animais.
O decreto de Bolsonaro no auge da pandemia colocou todos os setores de saúde em alerta, por causa da importância do SUS, mesmo em lugares decadentes , como o Hosoital de Bonsucesso.
Hoje fiz uma longa entrevista com Roberto Medina falando do potencial dos grandes espetáculos no Rio e sua relação com o turismo. Na conversa não só o RockinRio como o próprio carnaval são avaliados como um triunfo para a economia da cidade.
O sol não nos abandonou mas o trabalho me prendeu em casa. Na tevê comentei mais uma vez o projeto de recuperação do Pantanal é mais tarde comentarei a decisão de Rosa Weber de anular as decisões do governo que retiram a proteção das restingas e manguezais. Milhares de pessoas assinaram maifesto pedindo-lhe isto. As decisões estão suspensas até julgamento do tema no plenário do STF.
O governo vai argumentar que as bases da proteção de manguezais e restingas já estão no Código Florestal é que derrotou as normas porque são redundantes. Se é assim, por que tanto ímpeto em anulá-las, expondo-se à reação da sociedade e a uma derrota judicial?
Ainda não conseguimos mostrar todos os interesses por trás do empenho de Salles, o capital imobiliário de olho nas restingas, os criadores de camarão de olho nos manguezais.

