Acabo de fazer uma curta viagem por algumas cidades do Rio de Janeiro ameaçadas de perderem os royalties do petróleo. Fiz uma reportagem para a Band que foi mostrada sábado e breve estará por aqui.
Falei com secretários de planejamento de Campos e Macaé. O quadro que desenham é assustador: as duas juntas perdem cerca de R$700 milhões já em 2013.
Isso deve afetar a vida das pessoas mais pobres em pelo menos doze cidades. Os recursos que o oceano nos traz, a beleza que move o turismo, as proteínas que a pesca produz e os royalties do petróleo precisam de um novo equilíbrio no futuro próximo.
Tanto Campos como Macaé têm projetos para se tornaram independentes dos recursos do petróleo. Foram concebidos na justa presunção de que o petróleo um dia acaba. Esses projetos ganham agora uma nova importância.
Pela disposição que vi em deputados de estados não produtores, que se acham fazendo justiça e ganhando votos, dois fatores importantes na política, o veto da presidente Dilma não é a única garantia para deter esse processo.
A saída mais estável será encontrada no STF pois a decisão do Congresso atinge contratos já realizados e traz grande insegurança jurídica.
As nuvens ameaçadoras sobre o estado do Rio não encontram grande ressonância popular, em termos de resistência. Muita gente não acompanha o que está acontecendo. Alguns não veem importância em se mobilizar pela causa.
Nem todo mundo sabe como o dinheiro é gasto. O fator transparência no uso dos royalties do petróleo teria ajudado bastante a tornar a resposta fluminense mais calorosamente popular.
Os gregos falavam de uma deusa chamada Pandora que abriu um jarro e com esse gesto trouxe muitos desastres para a humanidade. Daí a expressão Caixa de Pandora.
A caixa foi aberta quando o próprio Planalto estimulou a rediscussão dos royalties e um novo estatuto para o pré-sal.
Será preciso muita habilidade para o estado superar esse trauma, no momento em que investe pesadamente nos grandes eventos internacionais.
Diz uma frase muito citada: a Idade das Pedras acabou o que não significa que as pedras tenham acabado. O mesmo vale para o petróleo.
O drama dos royalties nos obriga a olhar para a frente. Em caso de vitória, o Rio deve usar os recursos com a consciência de que são finitos e de que é preciso reinventar o futuro.
Não temos tsunamis e furacões, mas alguma coisa parecida vem por aí, para testar nossa capacidade de superação.
Eu acredito nela. Lembro apenas que quando se aproximam os furacões é preciso também discutir como se preparar para eles.
Artigo publicado no jornal Metro.



6 Comments
Prezado gabeira, vc deveria perguntar as estes prefeitos porque gastam tão mal o que recebem.Não vejom em Campose Macae, investimento em saneamento basico, educação, e saude. prefeitos ricos e cidasde pobres. Na verdade penso ate que não mercem. Acho que o que foi licitado, não pode ser mudado, mas daqui para frente, que todos ganhem. Em tempo, tem sentido Buzios ganhar os royaltes??
PO vetar nada,,kd a educação, a saúde, a segurança,,, kd o dinheiro dos royatles,, esta na frança. no guarnanapo na cabeça,,champenhe de 7 mil reais, ,,os hospitais sem ressonancia magnética, sem nada ,,upas 100 médicos,,,,porra vetar nada.
Se o Petroleo é do Brasil , é justo somente os estados produtores receberem Royattes ? Não falo do para trás ,contratos feitos , mas do para frente … Chega de privilégios , tem muito lugar muito mais pobre no Brasil … Basta de protecionismos sem qualquer base de sustentacão etica e moral .
Na hora em que está para acabar a dinheirama, recorrem a retórica de que os pobres é que vão ser prejudicados.
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O Brasil é um país de muitos vexames, mas um deles que merece destaque é o mau uso dos royalties que municípios do RJaneiro conferem ao dinheiro que recebem.
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Brasil, país rico de povo pobre, mas de políticos muito ricos.
DESTRUIR OU NÃO DESTRUIR SODOMA E GOMORRA ? EIS A QUESTÃO. Ao anoitecer, um Sábio e seu discípulo que viajavam por uma estrada rural do interior do Brasil, cansados, pediram pouso aos donos de uma propriedade rural, um casal generoso que os acolheu, e lhes deu de beber, comer e até lugar para dormir, além de uma boa prosa, à mineira, durante a qual ficou sabendo que a única renda que sustentava aquela família advinha da produção de Sodoma e Gomorra, duas vaquinhas leiteiras, fato esse que deixou o Mestre encucado. Mestre e discípulo foram dormir e na calada da madrugada, com os donos da casa ainda dormindo, bateram em retirada. Ao sair o Mestre pegou uma corda na varanda da casa e , sob o olhar atônito do discípulo, dirigiu-se ao curral onde pediu ao mesmo para amarrar as vaquinhas, conduzí-las e precipitá-las montanha abaixo. O discípulo assustado perguntou ao Mestre: o Senhor pirou ? Sodoma e Gomarra são tudo que esse casal tem. E foi com elas que nos deram o que comer e beber, e agora queres que eu as destrua. Não estou te entendendo, Mestre. Não precisa entender, faça apenas o que estou mandando, e no futuro me entenderás. Dito e feito. Dez anos depois, Mestre e discípulo repetiram a mesma viagem, e chegaram à mesma propriedade onde encontraram o mesmo casal, porém em situação de grande fartura. Casa nova, carro, até moto na garagem e boiada viçosa no pasto. E daí o Mestre perguntou ao dono da casa que milagre havia acontecido naquele local que os levou da miséria para a fartura. E daí o homem respondeu que há dez anos Sodoma e Gomorra haviam se destruido montanha abaixo, fato esse que obrigou o casal a arrumar mais o que fazer para sobreviver. Daí tivereram que ir à luta, criar novas fontes, ampliar e diversificar a produção, tirar mais proveitos da propriedade, e enriqueceram. Simples assim. Chega de estelionatos eleitorais, pelo amor de Deus. Chega de moralismo e moralistas furados. Chega dos mesmos. Chega de Ditaduras, Sarneys, Collors, FHCs, Lulas e Obamas. Chega desse jogo de perda de tempo versus tempo perdido. Que venha agora a Mega-Solução, A Revolução Pacífica do Leão, o Novo Caminha para o Novo Brasil de Verdade, como nos propõe o HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro. Urge encararmos a Verdade como Ela realmente é. HMM-PNBC-ME, saudações.
Na realidade, deveriamos estar preocupados em arrumar uma solução para energias alternativas no mundo, ao invés de estarmos preoucupados com o pré-sal. Para mim o pré-sal que é a caixa de pandora. Tudo está no seu devido lugar por um motivo. Aquilo está embaixo da terra por um motivo e nós mais uma vez por sermos ansiosos e não pensarmos em mais nada além da nossa imediatista necessidade de inflar o umbigo de ego, vamos escavar as profundezas para alimentar o monstro que habita em nós.
Precisamos desacelerar… o mundo precisa parar para respirar um pouco… e escutar o que o silêncio tem para nos contar… devemos parar um pouco de produzir. extrair. destruir. construir. consumir. só um pouquinho.
Deveriamos parar também de nos endividar e como resultado nos escravizar. ninguém ainda reparou que a compra a prazos perpétuos fazem com que o ser humano venda a alma por um sonho ilusório? que o escravo assim ficará eternamente sonhando com o dia em que será livre se endividando mais e mais e mais e mais…..?
Eu moro na cidade grande, sou analista de sistemas e tenho uma casinha na roça sem luz. quando estou lá bebendo a água pura que vem direto da fonte para o chuveiro fico me perguntando pra que serve os programas de computador que faço. ali no meio do mato sem luz, pra que serve o meu consumo desenfreado? pra que serve a fábrica aonde trabalho. pra que serve as metas que eu e todos os funcionários da empresa aonde eu trabalho e todos os meus amigos, irmaos e parentes tem que bater anualmente. meta? que diabos significa isso?
chegou a hora do mundo parar e de reavaliarmos nossos conceitos. E na boa….. dane-se o présal. dane-se o petróleo. deixa aquilo lá quietinho…… daqui a pouco vai começar a ter terremoto no brasil e ninguém vai entender o porque…..