Nas últimas horas, muita gente tem manifestado, na rua, sua alegria com a decisão do Supremo. Agora, o CNJ já pode investigar juizes, o que para todos com quem falo parece algo racional e desejável.
Foi uma vitória apertada: 6 a 5. Nélson Rodrigues valorizava as vitórias apertadas no futebol. Valorizo também a vitória popular no STJ.
O fato de ministros com alto saber jurídico, como Celso de Melo, terem votado contra, deixa os leigos um pouco inseguros.
Então isso que nos parece óbvio e necessário e anticonstitucional? Felizmente, a maioria dos ministros, com saber jurídico equivalente, pelo menos em tese, optou pelos poderes de investigação do CNJ.
Isso revela que não se trata de uma crença popular contra um preceito constitucional. É uma crença popular que a maioria doSupremo considera legal.
Demos um passo e o sorriso das pessoas é prova de que foi um passo adiante. Essa pilhagem do país por politicos e autoridades em geral ainda não vai acabar.Mas a esperança se renova.
A satisfação com o resultado no Supremo mostra que muita gente, mesmo os que votam no governo e acreditam no seu discurso, não concorda com a roubalheira e a impunidade.



2 Comments
em entrevista ao jornal o Dia de domingo César Maia disse que Paes sabe que com Gabeira ele cai para só 25 %
http://odia.ig.com.br/portal/rio/n%C3%A3o-vos-inquieteis-pelo-dia-de-amanh%C3%A3-1.402819
Compartilho do sentimento dos cinco que votaram contra. Se queremos um país onde reina a liberdade para todos, institucionalizar instrumentos investigativos (aliteração não intencional) como este, que me parece ter o objetivo de suplantar um modelo que já tem esse objetivo, sem que este modelo seja revisto, melhorado ou descartado, parece ser um solução digamos apressada. E como tudo que é feito na pressa está propenso a mais erros do que as coisas que são ponderadas, esse tipo de instrumentalização poderia ter propósitos políticos, coercitivos ou outras coisas pouco nobres. Espero que não. Que seja dado mais poder para os que farão justiça, mas que este poder fique apenas com eles.