Nesses dias de crise tenho tentado apresentar em conjunto os fatos na Líbia e Costa do Marfim. Já mencionei o tema mostrando a diferença da resposta internacional em relação aos direitos humanos na Líbia e na Costa do Marfim.
Tanto Kadafi como Laurent Gbagbo afirmam que há uma conspiração internacional contra eles. Mas o processo na Costa do Marfim tem outras caracteristicas: houve uma eleição e Alassane Quattara venceu. Hoje suas tropas estão cercando o palácio de Gabgo e, aparentemente, já assumiram o controle da tevê estatal.
Na Líbia apesar dos bombardeios das tropas aliadas, Kadafi conserva suas posições e consegue avançar. O debate internacional se concentra na possibilidade de armar os rebeldes, ou na presença de agentes da CIA organizando e colaborando com os opositores de Kadafi.
A presença internacional na Costa do Marfim é mais suave. A preocupação é convencer Quattara de não permitir atos de represália ou qualquer tipo de vingança contra os adversários.
Depois de alinhar alguns tópicos compativos a mais, acabei encontrando uma explicacão mais direta para o caso de Líbia e da Costa do Marfim. É uma piada apócrifa da Primeira Guerra. Um soldado alemão telegrafa para um aliado austríaco e diz: aqui situação é séria mas não é catastrófica. Resposta do austríaco: aqui situação é catastrófica mas não é seria.
As tropas de Kadafi ainda resistem; as de Gabgo foram desertando pelo caminho.




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[…] Séria mas não catastrófica […]