A Líbia entra numa semana decisiva. O comando das operações militares passou para a Otan, liberando os EUA da incômoda inteferência direta em três países muçulmanos: Afeganistão, Iraque e Líbia.
A nova composição pode aumentar a coesão entre os europeus, mas segundo os observadores pode desistimular a participação dos países árabes. A Turquia por seu lado adotou a posição mais próxima do Brasil, pedindo um cessar foto e início de negociações.
Negociar com Kadafi? Não é um absurdo negociar com Kadafi agora que seus aviões foram destruidos, sua defesa antiaérea desmantelada, e os rebeldes avançam contra sua cidade natal, Surt.
Não poderia haver um nome de cidade natal mais adequado para um ditador que muitos insistem em chamar de louco. Mas a verdade é que as negociações talvez possam passar pela Itália, que se dispoê a receber Kadafi no exílio.
Dentro desse espírito, a proposta brasileira de iniciar um diálogo começa a fazer sentido. Foi ouvida pelos países que combatem Kadafi. A proposta brasileira é cessar fogo e iniciar negociações o mais rápido possível. Essa expressão o mais rápido possível pode ser intepretada de diferentes maneiras. No caso de Kadafi o mais rápido possível é o momento em que ele compreender seu dilema entre a morte e o exílio. A única pergunta que deve estar se fazendo é esta: será que o exílio evitaria o tribunal internacional, que julga crimes contra a humanidade?



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Deixe-se que o povo da Líbia decida o destino de seu líder.
Acredito que será o mesmo dado pelo povo Italiano ao Duce na última guerra.