Quem viveu a época Collor e sua espantosa política que congelou a poupança tem ideia do que é uma crise econômica e como ela afeta o cotidiano de cada um.
O que está acontecendo na Grécia é uma crise de outras proporções mas atinge a todo grego. O governo Papandreou perdeu dois deputados socialistas. E não consegue fazer uma aliança com o centro-direita, a Nova Democracia.
O líder desse partido, Antonis Samaras, está pedindo, claramente, a queda de Papandreou. As dificuldade internas entre os socialistas tornam a coalizão algo mais distante ainda, apesar da urgência.

Papandreou já está mais prá lá do pra cá.
Os gregos que se agruparam na Praça Syntagma culpam o governo pela crise. Não é nossa crise, dizem; é a crise do governo.
Os assalariados terão de pagar uma contribuição de solidariedade que varia de 1 a 4 por cento. Os funcionários públicos, que tiveram uma redução de 20 por cento nos seus salários, também terão de contribuir.
Iates, casas com piscinas e inúmeros outros bens pagarão mais imposto. O governo precisa desesperadamente de apoio político para conseguir o sacrifício da população.
Vinte pessoas foram presas ontem. O clima torna-se cada vez mais tenso. O próprio diretor do FMI, John Lipsky, que substitui Strauss Kahn, pressionou os alemães para fazerem um novo empréstimo à Grécia.

John Lipsky,do FMI, quer os alemães em cena
Ou esse dinheiro sai, ou a Grécia decreta o calote, que em termos técnicos se chama default soberano.
A confusão na política grega não permite que se veja no horizonte uma aliança de salvação nacional, capaz de dirigir o pais para fora da crise.
Papandreou afirma que ele tem condições de fazer isso. Mas com uma oposição firme , revolta nas ruas, renúncia de dois deputados socialistas, ele parece estar longe do objetivo


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muito obrigado por por ese site ai pra min fazer meus rabalho de escola vlw!