Depois de uma denúncia na revista Veja, caiu a cúpula do Ministério dos Transportes. O esquema organizado ali, segundo a denúncia, cobrava quatro por cento de propina às empreiteiras e cinco por cento às empresas de consultoria.
Num dos desabafos da presidente Dilma ele teria afirmado que os aumentos nas obras em estradas tornam o o país inadministrável.
E ela teria concluido numa reunião com a cúpula do Ministério: agora vocês terão três babás, eu, Gleisi e Miriam, referindo-se à chefe da Casa Civil, Gleise Hofman, e à Ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
Na verdade, esses constantes superfaturamentos são destinados a fazer caixa para para partido político, no caso o PR, e enriquecem ainda mais seus dirigentes, como o deputado Waldemar da Costa Neto.
O salto que o Brasil precisa dar em infraestrutura e a relativa escassez de recursos pedem muita competência e austeridade.
O caso do PR no Ministério dos Transportes, não é caso para babá e sim para polícia. Quantos milhões não foram desviados, quantos estradas não prosseguiram esburacadas, quantas vidas não se perderam em acidentes?
Dilma fez bem em reclamar. Com a divulgação da denúncia, ela deu um novo passo demitindo o quarteto que cuidava do esquema.
Será que Dilma pensa em três babás para Alfredo Nascimento e Waldemar da Costa Neto, os dois maiores dirigentes do partido?
Eles são craques em enganar babás, no caso de Costa Neto, craque em enganar a própria polícia.
Entregar um ministério a um partido aliado, nas circunstâncias brasileiras, é um grande risco. O problema central está na política de alianças.
Enquanto perdurar a ideia de que só governa rateando cargos no governo, sem levar em conta competência e seriedade, o resultado será sempre esse.
Os partidos dão maioria no Congresso. Qual a vantagem de ter essa maioria se eles destroem o orçamento nacional como insaciáveis cupins?
O modelo de política de alianças sem princípios está chegando ao fim. Dilma percebeu que os aumentos nas ferrovias eram muito altos e que o PAC iria custar mais R$10 bilhões.
Num dos seus depoimentos na Câmara, a ex-mulher de Waldemar da Costa Neto, Maria Cristina Mendes Caldeira, disse que ele perdia milhares de dólares em noitadas nos casinos. E confirmou que ele fez parte do mensalão, recebendo dinheiro de Delúbio Soares. Isso naquela época, o que obrigou Waldemar a renunciar
Por essas ironias, os eleitores de Tiririca ajudaram a eleger também Waldemar da Costa Neto. Tiririca perdeu as condições de dizer que não sabe o que um deputado faz. Um deputado recebe propinas, essa a lição que deve aprender com o presidente de honra de seu partido.



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Gabeira, a Dilma ächa”que o Brasil é uma creche ?? Beaco.