Na Bocaina, entre Cunha, em SP, e Paraty, RJ, não foi possível acompanhar a votação do Supremo que pode proibir o amianto em dois estados brasileiros..
Tive que percorrer algumas vezes a trilha do Caminho Real, 9,4 kms, que liga Cunha a Paraty e será transformada numa estrada parque, depois de 29 anos de discussão.
O trabalho na região será divulgado na Band. A decisão do Supremo está empatada. Junto com o deputado Eduardo Jorge apresentei projeto para a proibição do amianto no Brasil, depois da decisão da França nesse sentido.
Houve muita resistência dos deputados de Goiás e não conseguimos aprovar o projeto Agora, o tema será decidido pelo Supremo.
Os deputados goianos tinham poder para impedir a votação na Câmara. Mas cometeram um erro. Nosso projeto, porque tinha um horizonte político, não apenas proibia mas previa medidas de conversão da economia do amianto, dando chance de reocupação para quem trabalhava nele. É o que chamamos de phase out.
As soluções desses temas é mais ampla, quando tomada politicamente. O Supremo vai apenas dizer sim ou não ao amianto. Competirá ao governo planejar a desmobilização progressiva



2 Comments
Prezado Fernando Gabeira!
Sou Fabio Henrique, biólogo, mestre em arquitetura e urbanismo (UFBA) e doutor em ecologia pela Universidade Autônoma de Madrid.
Minha tese, cujo título é “Planeta Ciudad: Ecología Urbana y Planificación de Ciudades Medias de Brasil”, está disponível para leitura e download neste endereço: http://es.scribd.com/doc/110692845/Planeta-Ciudad-Ecologia-Urbana-y-Planificacion-de-Ciudades-Medias-de-Brasil
Em resumo, a tese contém três estudos. O primeiro analisa a gestão ambiental das cidades médias do Brasil (aquelas com populações entre 100 mil e 500 mil habitantes), que, desde os anos 90, estão crescendo mais rapidamente, em número e área, dos que as pequenas e grandes cidades, e concentram 25% da população brasileira.
Os demais estudos analisam a diversidade vegetal de quintais de uma das cidades médias do Brasil (Maringá – PR) ao longo de um gradiente social. Os quintais são um tipo de uso do solo bastante comum, às vezes atingindo em conjunto 30% ou mais da área urbana total das cidades. Esses hábitats possuem uma enorme capacidade de conservação da biodiversidade e podem ser planejados para o reforço da segurança alimentar. Apesar disso, são muito pouco pesquisados, e virtualmente invisíveis às municipalidades brasileiras.
Parâmetros ecológicos como índices de diversidade, e de planificação, como cálculos de área livre para plantios são analisados, e quintais de moradores de baixa e alta renda são comparados. Identificamos centenas de espécies vegetais nesses espaços. Todas as espécies foram checadas na RED LIST de espécies ameaçadas da IUCN, e encontramos 08 espécies ameaçadas de extinção em cultivo nos quintais.
Um projeto de incremento da biodiversidade através da introdução de árvores frutíferas em quintais da periferia de Maringá é descrito. Os resultados dos estudos e do projeto de extensão são discutidos, e diretrizes de planejamento são sugeridas.
O primeiro capítulo traça um panorama da urbanização no mundo, e detalha as especificidades dos rumos da urbanização no Brasil, como a tendência do estabelecimento de famílias menores, com um consequente aumento do número de moradias. Os resultados e discussão dessa tese fundamentaram a publicação de uma Lei Municipal em Maringá, determinando a criação de pomares em quintais de moradores de baixa renda.
Desde já agradeço a atenção dispensada. E aproveito para pedir, por favor, que meu trabalho fosse divulgado por você.
Aproveito para perguntar: existe alguma outra forma através da qual eu pudesse lhe contactar (email, telefone)? Tenho interesse em publicar esse material como um livro, e gostaria de pedir sugestões tuas, para isso.
Abraços.
Olá, por favor faça contato com o Gabeira pelo email: lavorareproducoes@gmail.com. Obrigada