Antes da curta viagem à Brasília, examinei o arquivo de fotos. Vi que registrei as reformas no Palácio do Planalto. Não imaginava, naquele momento, que viessem de novo à tona.
O preço ficou 43% mais caro. Orçada em R$78 milhões, acabou custando R$112 milhões, é o que afirma uma reportagem da Veja, apoiada em documentos.
No sábado, quando cheguei à Brasília, a revista Época denunciava os gastos telefônicos dos deputados: R$13,9 milhões, em oito meses.
A Casa Civil chegou a produzir notas técnicas contra os aumentos, mas a conta, finalmente, foi paga.
Tudo isso vai morrer no calor da semana que entra. Detalhes, dirão alguns. Preocupações udenistas, dirão outros.
O dinheiro jorra porque a arrecadação é alta, a preocupação em racionalizar é minima. Num momento de crise internacional, o crivo deveria ser maior ainda.
Faltam recursos para obras básicas. E o Brasil gasta dinheiro como um novo rico. A semana começou com denúncias sobre a generosidade sobre o auxílio defeso, no Ministério da Pesca, passou pela denúncia dos gastos telefônicos na Câmara, e se encerra com o caso do próprio Palácio do Planalto.
Daqui a pouco será possível fazer o mapa do desperdício em Brasília, com o dinheiro jorrando das principais janelas, a começar pelas do Palácio do Planalto.



2 Comments
Levantar esse tipo de coisas para colocar no colo da sociedade é um dos caminhos para ver se alguma vergonha ainda sobrevive. Espero que continue atento e consiga meios mais contundentes para expor questões como essa. Quando o governo diz que precisa de novas fontes para a Saúde e outras prioridades, deveria na hora receber como resposta a cobrança de uma gestão melhor. fora a questão da corrupção, que é um escárnio, há a questão da gestão das verbas e prioridades. Em quase todos os ministérios, quase todos os programas, não conseguem nem gastar o que comprometeram no orçamento. É uma incompetencia generalizada. E ainda querem aumentar impostos.
Gabeira. A bola está quicando !!! Chutaa !!!
Infelizmente isso acontece também no município do Rio, obras desnecessárias para favorecer uma minoria em detrimento de uma maioria onde obras necessárias são negadas a realização,
a direita no município do Rio é segregadora, e já realiza ações para ano que vem, falando por aí, espalhando pela internet que você, Gabeira, não virá candidato para prefeito mas só para vereador,
isso é sinal de medo sinal, tem medo da esquerda com duas candidaturas fortes, Gabeira pelo PV e o Freixo pelo PSOL, elas tem medo de que o segundo turno das eleições municipais estejam lá, Fernado Gabeira-PV contra Marcelo Freixo-PSOL
e a direita segredadora PMDB, PSDB, DEM, o partido do Índio da Costa e Kassab, e infelizmente hoje o PT, tem medo de ficarem de fora,
mas se tudo der certo eles estarão de fora porque no Rio não há mais espaço para segregração.