A decisão do governador Sérgio Cabral de criar uma Secretaria de Defesa Civil é a primeira vitória dos bombeiros e todos aqueles que se preocupam com uma resposta aos desastres naturais.
Como se sabe, para escapar da pressão dos médicos no serviço público, o governador Cabral utilizou um grande número de oficiais do Corpo de Bombeiros na Saúde, pois militarizando o trabalho conseguia mais disciplina.
Saúde e defesa civil se fundiram, com prejuízo da segunda que cresce de importância num mundo atingido por desastres naturais e ameaça de aquecimento .
Mas a adesão a uma tese de autonomia e singularidade da defesa civil defendida pela oposição, na campanha eleitoral, não resolve o problema, pois o aumento prometido de 5,58% não atende às reinvidicações dos bombeiros, unidos agora aos soldados da PM e aos funcionários da Policia Civil.
Querem um piso de R$2.900 para todas as categorias. É uma concessão dentro da própria ideia da PEC-300. No texto aprovado em 2010, o piso salarial era de R$3,5 mil para soldados e R$7 mil para oficiais.
Não posso deixar de me alegrar com a separação entre saúda e defesa civil, ambas importantes e autônomas. Mas temo pelo êxito nas negociações salariais. Vai ser preciso lutar muito.
O governador Cabral foi muito arrogante com os bombeiros. Ele já tem uma tendência à arrogância e apoiado por Lula e pela Globo sente-se o dono do mundo .
De fato, são dois aliados importantes tanto no campo da política como no das comunicações. No entanto, a arrogância pode solapar até os mais poderosos.



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