O governo blindou o ministro Fernando Pimental, impedindo, através de sua maioria, que fosse convocado a depor no Senado.
Os estrategistas do governo pensam assim: se evitarmos a ida do ministro, o tema, aos poucos, cai no esquecimento e o episódio estará superado.
Há um outro modo de pensar. É oposto a este, mas poderia ser mais benéfico ao futuro político de Pimentel. Se fosse ao Congresso e desse explicações convincentes, o caso cairia no esquecimento de maneira mais estável.
A leitura da blindagem é esta: o ministro Pimentel e o governo temem esse depoimento no Congresso porque acham que não há explicações convincentes.
Entre o desgaste de uma má performance no Congresso e a ausência de explicações satisfatórias, optou-se pela segunda saída.
Alguns dos argumentos levantados aqui, valeram também para os seis dos sete ministros que se foram. A opção de blindar Pimentel pode comprometer seu futuro político, tornando-o vulnerável em qualquer disputa eleitoral.
O governo tem maioria no Congresso e desfruta de grande popularidade. Sabe o que faz. Está seguro de sua posição olímpica.
Praticamente, tentou segurar um ministro por mês. E nisso o ano se passou, deixando uma sensação de vazio, logo agora que a crise econômica mundial volta a dificultar nosso avanço.
Com ou sem queda de Pimentel, 2011 termina sem novidade , exceto a discussão, precisamente, sobre a saída de mais um ministro.
No ano que vem, há uma reforma. Se os episódios se repetirem, vai ser mais monótona e repetitiva a queda dos ministros.



2 Comments
Cada vez q leio as opiniões de Gabeira, fico mais convencido de q há mt tempo ele ultrapassou os limites do parlamento p a tarefa mais abrangente de refletir intensamente sobre a condição humana.
QUE CAIAM ENTÃO.
HEINER (RAMESS)