O anúncio de que foi descoberto o funcionamento de uma das mais temidas doenças, o Alzheimer, significa um grande passo para a humanidade.
No passado, suspeitava-se que era provocada por uma bactéria ou um vírus, mas agora foi descoberta a proteína responsável pela progagação do Alzheimer, que provoca uma devastação nas funções cerebrais de memória e raciocínio.
Quando deputado, me interessei especialmente pelo assunto e pensava em formular uma proposta para o governo tratar do assunto.
Na época, a França havia concluído um grande trabalho de pesquisa sobre o tema e o parlamento produziu um longo texto sobre como o governo deveria intervir, sobretudo amparando as famílias dos doentes.
Cada vez que a doença acontece toda a dinâmica familiar é alterada por causa dos cuidados diuturnos que o paciente necessita.
Não é uma bactéria nem um vírus, mas sim uma proteína chamada Tau, a responsável pela propagação do Alzheimer. A possibilidade de bloquear esta proteína passa a ser a grande esperança de tratamento.
Muitos não puderam alcançar essa cura. Ela ainda não existe concretamente. Mas a revelação de como a doença se propaga nos enche de esperança.
Mas não deve enfraquecer os esforços para uma política de governo voltada para a doença e amparo das famílias atingidas.
Quando me interessei pelo assunto, a partir do relatório no parlamento francês, José Serra era Ministro da Saúde. Cheguei a abordá-lo para falar do assunto.
Já faz um bom tempo e o Brasil ainda não conseguiu avançar no tema, exceto pelo esforço dos próprios familiares e grupos voltados para apoio às famílias e amparo às vitimas do Alzheimer.
De qualquer forma, um grande dia para a ciência. E um estímulo para que as políticas nacionais de saúde focalizem também esta doença devastadora.



Comment
Pelo que eu sei a respeito do Alzheimer, parece que a melhor maneira de minimizar as chances de se ter essa doença é mantendo a mente ativa. Talvez até encontrarmos a cura, a melhor maneira para prevenir essa doença seja educar as pessoas a serem menos alienadas e a pensarem mais sobre coisas que vão além de seus próprios problemas e preocupações. Difícil no mundo de hoje, com cada coisinha interessante e cada problema que aparece a cada dia. Talvez seja melhor esperar que se descubra uma cura…
Para quem não faz a menor idéia do drama de quem cuida de um paciente de Alzheimer em estágio avançado, sugiro que veja o filme “A Separação” (esse que talvez ganhe o Oscar de filme estrangeiro este ano).