A prisão de um dos mais famosos artistas do país, Ai WeiWei, indica que a onda repressiva na China está chegando a um ponto em que nem a repercussão internacional importa. Ele foi um dos autores do projeto Ninho do Pássaro, o estádio das Olimpíadas e era conhecido no mundo ocidental, onde expunha suas instalações e obras diversas uma vez que tinha talento para muita coisa.
Ai WeiWei trabalhava com muitos auxiliares, alguns estrangeiros. Todos foram incomodados pela policia que vasculhou a casa e o escritório. Filho de um dos mais importantes poetas chineses, Ai Qing ele faz oposição ao governo e denunciava a morte de crianças em escolas mal construídas, durante o terremoto que atingiu a província de Sichuan.
Uma das obras de WeiWei, informa a correspondente Cláudia Trevisan, intitulada Sementes de Girassol na Tate Modern, em Londres. Ele participou também da Bienal de São Paulo, em 2010.
A julgar pelo comportamento dos dirigentes chineses no ano passado, quando o dissidente Liu Xiaobo ganhou o prémio Nobel, a China continuará reprimindo. Os burocratas chineses, que comandam uma das mais poderosas economias do mundo, conseguiram formar até uma coalizão de boicote à cerimônia de entrega do prémio. No continente, Cuba e Venezuela aderiram.
Não é fácil combater um governo autoritárito com tanto poder econômico. Mas bem que a Bienal de São Paulo podia lançar uma nota de protesto.




Leave a reply