Sexta feira o mundo vai acabar, segundo o calendário Maia. Não posso ver tudo porque estarei num estúdio gravando um programa de tevê.
Vejo, no entanto, que muita gente acredita seriamente no fim do mundo. Em Alto Paraiso, Goiás, há muita expectativa sobre esse dia fatal.
Não acho necessariamente inútil pensar no fim do mundo, como as pessoas estão pensando. É e sempre um momento de dar um balanço na vida, avaliar erros e acertos, pensar como tudo poderia ser diferente.
Como reporter lembro-me de ter trabalhado no caso de uma seita, os Borboletas Azuis, que previa o fim do mundo. A policia caiu em cima, não havia na época muita tolerância com essas previsões.
Hoje tudo mudou. É possivel prever o fim do mundo, preparar-se para ele e acordar, no dia seguinte, em Goiás, diante dos mesmos problemas cotidianos.
Nos Estados Unidos, leio, a mãe de Adam Lanza, o atirador que matou tanta gente na escola Sandy Hook, pertencia a uma seita que previa o o caos social.
É uma espécie de previsão do fim do mundo, para a qual ela se preparava atirando e ensinando os filhos a atirar.
Este fim do mundo de sexta é muito mais tranquilo. Vamos esperá-lo e, caso não aconteça, viver o verão que começa no mesmo dia.



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