Dando sequência à exposição de nossa política de reciclagem, visitamos uma empresa importante na Avenida Brasil, na altura de campo Grande: a fábrica Cogumelo. Esta empresa tem como uma de suas principais atividades comprar o plástico usado, transformá-lo e produzir a partir desta matéria prima objetos e utensílios como móveis, bancos de praça, apoio para dormentes (usados em linha ferroviárias), escadas e muitos outros produtos. Na verdade a Cogumelo funciona como uma “libertadora” de árvores. Tudo o que é produzido com madeira é possível fazer substituindo por plástico.
Um dos problemas que encontramos aqui é o fato de que esses produtos reciclados pagam impostos duas vezes. O IPI e o ICMS, quando se trata do plástico inicial, e pagam de novo depois de reciclado. Por isso, um dos meus grandes objetivos,seja no meu trabalho aqui ou em Brasília, é fazer com que estes impostos não sejam pagos duplamente.
Esta é a nossa posição porque isto possibilitará um grande avanço na produção de objetos e utensílios que substituem a madeira, contribuindo desta forma para a manutenção das árvores.
Outro aspecto importante é que elas atividades produzem empregos verdes, a exemplo dos catadores de papel e outros resíduos sólidos. Existem algumas irracionalidades que precisam ser superadas. A primeira delas é o fato de que a Comlurb não separa este material para venda. É muito triste ver que maior parte do plástico que poderia ser utilizado neste tipo de indústria acaba sendo enterrado nos aterros sanitários.
Nós também observamos que as possibilidades desta indústria no Rio de Janeiro são muito grandes, já que teremos Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Nestes dois grandes eventos devemos usar muitos produtos que devem ser reciclados, criando desta forma uma Copa e uma Olimpíada ecologicamente corretos.
Portanto, esta visita á fábrica Cogumelo sintetiza muito de nossa política de reciclagem e expressa como esta política é importante para o Rio de Janeiro: para a preservação das florestas e para a abertura de novos empregos.



4 Comments
Seria interessante saber, nesta “transformação” qual a geração de resíduos.
Falta uma postura séria em relação ao aproveitamento do lixo no Rio de Janeiro. E não dá nem pra culpar a educação, pois em todas as escolas isso é ensinado. Acredito que faltam mesmo soluções governamentais que dêem suporte técnico para a reciclagem. Não adianta por o povo pra separar lixo se não houver coleta seletiva, destinação e fiscalização.
Por que a questão do lixo no Estado do Rio é tão complexa se as ações são tão simples e o lixo é tão rentável?
Boa tarde.
Sou artesã, repensar,reciclar, reeducar,reutilizar
Trabalho com papel, papelão, pet( ministro oficinas, cursos)
Gostei do nome fábrica libertadora de árvore, é lamentável que a comlurb não separa o lixo para que seja aproveita e transformado em peças de luxo, hoje as escolas e comunidades estão a cada dia se conscientizando sobre a coleta seletiva, mas ainda falta muito insitivo dos órgaos públicos municipal e estadual para que a população tenha mais capacitação sobrea a reciclagem e reutilização do que chamanos de lixo que para mim só é lixo enquanto está nos locais muitas vezes impróprio, precisamos de mais associçãoes e mais carro fazendo coleta seletiva e pessoas capacitadas para treeinar uma parte da popiulação como fazer esta separação, jogar todo que não quetr mais em frente de casa esperando o carro passar para fazer a coleta isto não é reciclagem é mais residuos para ficar enterrado no solo e compromenter os lençõis freáticos agredindo a natureza cada vez mais. Tenho aqui ao lado do computador um porta lápis feito de material reciclado brinde da cocumelo. vamos lutar por esta causa. abraços reciclados a natureza agradece……………..
[…] This post was mentioned on Twitter by Sandra, Edilson FRANCIONI, Gabi Saidler, Diogo Dutra , Renata Torres and others. Renata Torres said: RT @gabeiracombr: Uma visita à fábrica libertadora de árvores http://bit.ly/9OKbsy […]
Boa Tarde para todos.
Esta idéia do Gabeira é excelente, o fato de ter que pagar duas vezes o imposto pesa muito para qualquer indústria de reciclagem, já é um bom começo incentivar este tipo de indústria. O problema do lixo é muito complexo, tanto no Rio de Janeiro, quanto para outros Estados do Brasil, a solução vai ter que partir dos Governos, ou seja , do poder público. Pois a indústria de reciclagem, e o processamento do lixo, deve ser feitos em várias etapas, desde da produção do lixo doméstico, a coleta feita por empresas e a coleta seletiva devem ser bem organizada e se cooperarem entre si, e no aterro também deve ter seleção do material reciclado. Tudo isso gera toda uma reação em cadeia que os políticos mais inteligentes, como o Gabeira, tem passado muito tempo pensando em soluções. Agora, o mais certo seria dar um emprego seguro aos catadores, dentro de uma lógica onde a coleta seletiva fosse organizada do indivíduo às empresas que cuidam do recolhimento diário do lixo e do aterro. É muito complexo o ciclo do lixo e a reciclagem, mas vejo no Gabeira uma nova forma de abordar o problema, com muito mais inteligência e sensibilidade ao ser-humano e ao meio ambiente. Obrigado.