São Gabriel da Cachoeira – Acabo de voltar de uma curta viagem no Rio Negro. Indescritível. Pelo menos, no momento.
Ontem, tentei passar um mísero email nas duas lan houses da cidade. Não consegui. A conexão é super lenta. `As vezes, parece que vai, mas cai.
Essas lan houses funcionam para os garotos jogarem vídeo-game, nada mais. São escuras e com computadores muito velhos, ancestrais.
São Gabriel é a cidade mais importante da Cabeça do Cachorro, a área de 200 mil km2 na região que faz fronteira com a Colômbia e Venezuela. A cidade é a mais importante do Rio Negro, uma espécie de capital para Barcelos e Santa Isabel.
O ideal aqui era ter uma cidade inteligente, dessas que a IBM faz em lugares com visibilidade. Fica caro para o governo, mas, estrategicamente, compensa.
Há muito interesse pela conexão. Dona Marta, uma cozinheira do restaurante da praia, fecha o lugar às três em ponto para tomar aulas de informática.
Há prioriades maiores aqui. Energia elétrica por exemplo. Nos Pelotões Especiais da Fronteira, quando o rio baixa, é um problema. A comunidade quer energia e ela exige que o Exército resolva o problema.
Bujões de gás por exemplo, não podem subir de avião. Para levá-los de barco, às vezes, é preciso enfrentar nove cachoeiras. Isto quer dizer: retirar o motor do barco e carregar os dois nas costas durante um bom trecho.
Amanhã visitarei o Exército aqui. Infelizmente não encontrarei o comandante, General Jaborandi, de quem tenho excelente impressão da experiência em Brasília.
Mando uma pequena foto e nem o selo da série de blogs posso postar, para não pesar o arquivo.
Vida dura. Mas a subida do Rio Negro compensa todas as dificuldades. Um dia a mostrarei em detalhes.



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Gabeira, ainda bem que vc existe! Abrçs