Terminamos nosso trabalho em Mazagão, perto da capital, e voltamos para Macapá. Em Mazagão entrevistei uma única médica, Maria de Jesus, que me respondia às perguntas enquanto examinava a ficha dos pacientes: não havia tempo.
Conseguimos chegar à capital com uma luz declinante e fomos direto à Fortaleza de São José e ao porto para olhar os barcos partindo.
Dentro de algumas horas, tomaremos o avião de volta. Levo boas impressões da Fortaleza diante do Rio Amazonas. A área em torno virou uma pista de corrida e ciclismo.
A Fortaleza foi construída em 1782 para proteger Macapá dos espanhóis, ingleses e franceses, embora estes últimos tenham sido mesmo os inimigos principais.
Os franceses estavam muito perto em Caiena, capital da Guiana. Hoje, muitos habitantes da Guiana passam para conhecer o lugar que jamais foi atacado.
No porto, encontrei um barco, o Virgem Conceição, partindo para Afuá, no Pará. São quatro horas de viagem. Fico sabendo que em Afuá todos usam bicicletas e fazem, anualmente, um festival do camarão.
Encontrei um bebê recém nascido que faria sua primeira viagem. E as redes coloridas que tornam a passagem um pouco mais cara mas bem mais confortável.
Passei rapidamente no domingo pelo balneário de Curuau porque fui entrevistar uma parteira da comunidade quilombola que vive na região há muitos anos. Também é um lugar muito bonito mas ali trabalhei apenas com imagens em movimento, enfim parte da missão que me trouxe ao Amapá.
Apesar de pequena e também localizada na beira de um rio, Mazagão tinha muitas cores na sua minúscula área comercial. As imagens das lojas e do anúncio da venda da máquina de assar frango são de lá.
Foi uma bela viagem. Quando tiver tempo, organizarei as fotos no Diário Visual. Por enquanto, compartilho essas lembranças do Amapá, que deve ser um estado muito bonito também no interior mais profundo, para o lado de Oiapoque.
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