
O Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã confirmou nesta segunda-feira que oito pessoas morreram neste domingo durante os enfrentamentos entre as forças de segurança e membros da oposição, informou a televisão estatal. Não foram divulgadas as identidades das vítimas, nem as circunstâncias em que morreram. O site Nasimfarda, administrado pela oposição, havia denunciado, ainda no domingo, que quatro pessoas teriam morrido nos confrontos em Teerã, enquanto o portal Jaras --também aliado aos opositores-- havia dito que outras quatro tinham morrido na cidade de Tabriz. A polícia de Teerã confirmou, horas depois, a morte de cinco pessoas, entre elas a de Ali Mousavi, sobrinho do líder opositor, Mir Hussein Mousavi.
Neste domingo, milhares foram às ruas, em atos que coincidiram com o festival religioso da Ashura. Cerca de 300 pessoas também foram detidas nas manifestações em todo o país. A oposição, que não aceita a reeleição de Ahmadinejad, por considerá-la fraudulenta, convocou as manifestações para este domingo no centro de Teerã à margem das procissões previstas pela Ashura, dia de luto xiita que lembra a morte de Hussein --neto de Maomé--, durante a batalha de Kerbala (atual Iraque) contra as tropas do califa Yazid no ano 680.
Foi a primeira vez que pessoas morreram nas ruas desde os violentos protestos ocorridos pouco depois da controversa eleição presidencial de junho passado, que mataram 70. "Dezenas de policiais se feriram, entre eles o chefe de polícia de Teerã", disse o vice-chefe da polícia iraniana, Ahmadreza Radan, à TV estatal. "Uma pessoa caiu de uma ponte, outras duas morreram em acidentes de carro e uma foi atingida por um tiro, mas não da polícia".
Protestos se espalharam por várias partes do Irã, incluindo a cidade santa de Qom. Manifestações também ocorreram em Shiraz, Isfahan, Najafabad, Mashhad e Babol. O governo da França condenou as "detenções arbitrárias e a violência contra simples manifestantes" em Teerã.
A Casa Branca também condenou o que chamou de "supressão injusta" de civis pelo governo iraniano, e disse que os EUA "estão do lado dos manifestantes" que foram às ruas.
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Estes programas, realizados há duas décadas, foram originalmente produzidos pela TV Bandeirantes e eram semanais. Era uma tentativa de fazer televisão sem recursos, baseada apenas na criatividade.