17.03.2009
O Congresso está sendo criticado em muitas frentes. Uma delas é a falta de produtividade. Chegou a hora de tentar mudar o quadro. O presidente da Câmara prometeu colocar na agenda projetos de interesse da sociedade, na janela das votações de medidas provisórias.
Esta história de janela, na aviação, é muito freqüente. Quando vamos à Antártica ficamos num hotel em Punta Arenas, no Chile, a espera de uma janela nas condições meteorológicas. Só quando com esta janela, ousamos levantar vôo.
No caso de dependência do clima, não há o que fazer, exceto esperar. Mas a janela para votar novos projetos pode e deve ser apressada. Precisamos caminhar para o voto aberto, com o nome de todos os que se manifestam contra ou a favor de um projeto. Esta é uma importante linha divisória para 2010. Ninguém ficará escondido.
Para que a janela se abra, é preciso que se oposição abandone um pouco a tática de obstrução. É melhor perder, quando for o caso, e cobrar da maioria pelos seus erros. Jogar e deixar jogar. A maioria quis emplacar o corregedor do castelo. Ele caiu e após sua queda veio a transparência sobre verbas indenizatórias.
O projeto que está trancando a pauta é considerado um problema. Veio do governo flexibilizando dívidas de até 10 mil. Nas mãos do PMDB a flexibilidade vai até 100 milhões. Mesmo nesse caso, obstruir não é horizonte. Apenas atrasa a votação de projetos importantes e atrasa a hora da verdade. Na era de aquário, que apenas começou, vamos deixar o sol entrar.











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