12.01.2009

Começa a terceira semana de guerra na Faixa de Gaza. O debate mundial torna-se aberto e, muitas vezes, tão apaixonado, dificultando encontrar uma posição equilibrada. A qualquer argumento você pode ser acusado de ter as mãos manchadas de sangue, por não aderir à causa palestina, ou de um comportamento antissemita, por condenar a morte de crianças e civis.
São coisas da guerra. O importante é continuar publicando artigos que possam dar ao público brasileiro uma visão mais ampla do processo.
Hoje, escolhemos dois: o de Vargas Llosa, condenando Israel, e o de Bernard Henri-Lévy, mostrando como o Hamas usa a população civil como escudo. Aliás, Llosa também admite que a eleição do Hamas foi um momento de autodestruição.
Outros articulistas, como Robert Fisk e Naomi Klein, publicados na mídia brasileira têm uma posição militante. Escolhemos Llosa porque não pode ser acusado de ter má vontade com Israel. E Henri-Lévy porque o conhecemos como alguém de posições independentes, quando se trata de luta pela justiça.
O primeiro ministro de Israel diz, no inicio desta terceira semana, que os objetivos estão sendo alcançados. Breve, conheceremos em detalhes esses objetivos. Eles devem responder a questão fundamental nesta e em outras guerras: valeu a pena?
O Brasil continua sua dança diplomática no Oriente Médio, à espera de ser considerado um interlocutor no processo de paz. No artigo anterior, insisti que era preciso dar passos modestos, como, por exemplo, retirar os brasileiros. Amorim está fazendo isto e também coordenando a entrega da ajuda humanitária.
A propósito, vale a pena ler o artigo de Roberto Abedenur, ex-embaixador brasileiro nos EUA, no Globo (também reproduzido neste site). Ele propõe um comportamento modesto e humanitário, a altura de nossas possibilidades no momento.








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