Descaminhos da Serra do Sol

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O que aconteceu com as pessoas que devem ser retiradas até amanhã à noite de Raposa Serra do Sol? Os arrozeiros com maior estrutura retiraram seu material e alguns, como Paulo Cesar Quartiero, vão se instalar na Guiana com apoio do governo de lá. Problema resolvido.

Os mais pobres da área urbana de Surumum vão ser deslocados para a Cidade Satélite de Boa Vista onde recebem 32 casas populares de dois quartos, mas sem água e luz no momento da mudança. A imagem das casas dá a idéia do conceito.

Cerca de 42 famílias que exploram uma área de 70 mil hectares na região de Normandia não têm para onde ir e devem abandonar suas pequenas fazendas. Com um pequeno detalhe: 11 mil cabeças de gado. O que fazer com elas? Mesmo se fossem abatidas não haveria tempo: a capacidade dos matadouros de Boa Vista é de 400 cabeças por dia.

O que aconteceu com as pessoas que devem ser retiradas até amanhã à noite de Raposa Serra do Sol? Os arrozeiros com maior estrutura retiraram seu material e alguns, como Paulo Cesar Quartiero, vão se instalar na Guiana com apoio do governo de lá. Problema resolvido.

Os mais pobres da área urbana de Surumum vão ser deslocados para a Cidade Satélite de Boa Vista onde recebem 32 casas populares de dois quartos, mas sem água e luz no momento da mudança. A imagem das casas dá a idéia do conceito.

Cerca de 42 famílias que exploram uma área de 70 mil hectares na região de Normandia não têm para onde ir e devem abandonar suas pequenas fazendas. Com um pequeno detalhe: 11 mil cabeças de gado. O que fazer com elas? Mesmo se fossem abatidas não haveria tempo: a capacidade dos matadouros de Boa Vista é de 400 cabeças por dia.

Em suma, o prazo de retirada não se ajusta à realidade. Raposa Serra do Sol foi demarcada em 2005. O governo esperou a decisão da Justiça. Os moradores esperaram a decisão da Justiça. E a Justiça, de uma forma romântica, traçou o limite fatal.

UMA SAÍDA NEGOCIADA

Acabo de participar de uma reunião com representantes da Justiça e do Governo. Pela justiça falou o presidente do Tribunal Federal, Jirair Aram Negerian. Pelo governo, José Nagib Lima, da Casa Civil. Pelo menos o principal nó da remoção de não-indios de Raposa Serra do Sol foi equacionado: as cabeças de gado, 12 mil, segundo os moradores, 8 mil segundo a Funai.

A melhor saída é a compra do gado pelo governo e a distribuição entre os índios. Não há como remover o gado, nesse espaço de tempo. Parte deles teria de entrar na Venezuela e sair de lá para entrar de novo no Brasil.

A idéia é o governo formular uma medida provisória liberando o dinheiro para isto e nós aqui fazermos que seja aprovada com urgência para que não haja demoras na solução. Portanto, o gado com os índios significa até mais economia pois suprime os gastos de transporte e os gastos de mantê-lo.

Aos poucos, vamos desatando os nós, embora num caso como esse, tão apaixonado, a tendência quando se tenta a pacificação e apanhar dos dois lados.

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Uma visita aos Xavantes

Campinapólis – Foi duro chegar à aldeia São Felipe, uma das 74 aldeias xavantes dessa região do Mato Grosso. O avião da FAB pousou em Xavantina e de lá para cá são quase 100 quilômetros de estrada esburacada e poeirenta.

Os xavantes não estão bem. Oito crianças já morreram este ano. O índice de mortalidade infantil nas aldeias é de 76 por mil. Muito alto, comparado ao de Curitiba, que é de 15 por mil.

Como no caso dos guaranis, o governo é parcialmente responsável. Aqui houve um desvio de verbas da Funasa, por uma ONG e um prefeito de Campinápolis, que se chama Bananeiro. Foram CR$ 700 mil desviados dos índios para o bolso da quadrilha.

O governo ficou quase um ano sem restabelecer a normalidade da assistência médica. Sua responsabilidade é parcial. A crise que se abate sobre a cultura Xavante é mais ampla. Segundo o Dr. José Rubens, presidente da Sociedade de Pediatria do Mato Grosso, muitas mães deixaram de amamentar os filhos. Antigamente o faziam até, às vêzes, os três anos de idade. Agora as crianças tomam Coca Cola, chupam balas com adoçantes artificais. Além de faltar assistência, eles comem as piores coisas do cardápio dos brancos.

O resultado é surpreendente. As crianças estão subnutridas e os adultos tendem à obesidade. Consome-se muito álcool.

Encontrei muitos indios bêbados, alguns vagando pela praça principal de Campinópolis.

A falta de assistência contribuiu para outro problema visível: a gravidez de adolescentes. Cada vez mais as meninas estão tendo filhos muito cedo e com a desorganização da comunidade as crianças ficam sem a ajuda adequada dos adultos.

O interessante é que nas aldeias em torno da cidade, os índios têm bastante terra. E terra rica, ao contrário dos Guaranis, espremidos em 2,5 mil hectares. No entanto, não há projetos de agricultura sustentável em curso.

O sistema de oferecer cesta básica resolve problemas emergenciais. A longo prazo, cria novos problemas, como o da auto-estima. No fundo, por omissão ou vontade explícita, uma lenta política de exterminio vai se impondo.

Nascem mais indios do que morrem, pode dizer o governo em sua defesa. Mas como vivem, como crescem, como celebram suas tradições e recriam sua cultura?

Dia 19 de abril é dia do índio. Pelo menos nessa data, o governo deveria dizer qual é a sua. Nós diremos qual a nossa, explicitando as críticas formuladas ao longo dessas viagens. Vamos tentar entregar o documento ao Presidente Lula. Não com a esperança de que o leia. Mas a esperança de que pelo menos intua que há algo de errado em sua política indigenista.

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De que morrem os guaranis?

Dourados – A primeira fase da visita aos guaranis-caiuás está se encerrando. Segunda-feira voltou para uma nova etapa. Um dos pontos que é preciso estudar mais é a própria cultura guarani-caiuá. O extermínio gradativo passa por ela, logo a resistência também terá de se apoiar na visão de mundo dos índios.

Quando as mortes começaram a ser divulgadas, algumas autoridades disseram que os guaranis-caiuás tinham o hábito de deixar as crianças comerem só no final. Isto é uma tentativa de culpá-los pela morte e os colocar num nível abaixo da maioria das espécies animais, que dão preferência aos filhotes.

O bombardeio à cultura dos guaranis-caiuás se dá também em outros níveis. Seus rezadores, os ñanderu, tem suas tendas constantemente incendiadas. Os caiuás acreditam, por exemplo, que as rezas ajudam a curar suas doenças. Mas os hospitais que tratam deles não tem espaço para que os rezadores trabalhem. No entanto, os hospitais brancos, em nossas cidades, constróem suas capelas e colocam imagens de santos.

Entre os 11 mil índios da reserva de Dourados, existem três etnias: guaranis, caiuás e terenas. Os mais atingidos pelos problemas de desnutrição e suicídio são os caiuás. Esta etnia foi a última a se integrar. Seus membros falam português com dificuldade, são tímidos e pouco inclinados ao enfrentamento.

São os mais explorados. Nos supermercados onde tentam comprar, nas relações com os que ambicionam suas terras, enfim, os caiuás são o lado mais fraco da corrente. Preferem dedicar-se à agricultura familiar, mas as terras são exíguas e a água praticamente acabou.

Sem poder produzir sua sobrevivência, os caiuás não conseguem viver de cestas básicas porque sua autoestima é abalada. Uma das mulheres com que nos reunimos, num grupo de 30 lideranças, afirmou: acho que querem acabar com nossa raça.

De certa forma, ela tem razão. Não há apenas um processo de degradação material, mas um bombardeio sobre sua cultura, enfraquecendo sua visão de mundo, as razões para continuarem vivendo.

Só esse ano, já foram cinco casos de suicídio. Apenas um estudo mais profundo da cultura guarani-caiuá poderia oferecer as respostas.

Mesmo com o trabalho da próxima semana, não sei se aprenderei o bastante para oferecer sugestões. É que dos guaranis, viajaremos para ver os xavantes, que também estão sofrendo de desnutrição. Noticias da Bahia indicam o mesmo problema entre os pataxós. E da Amazônia, o mesmo enter os índios do Vale do Javari, os kanamaris.

Estamos diante de um colapso do serviço de saúde dos índios. O silêncio só favorece o processo lento de extermínio.

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Guaranis-caiuás, a geração ameaçada

Dourados – Quarenta e seis crianças estão internadas no Centrinho, um espaço destinado a elas, perto do hospital da Missão Caiuá, dirigida por presbiterianos. É um lugar limpo e tranqüilo. A missão trabalha com índios daqui há 70 anos. Tem uma ótima reputação mas só recebe R$ 15 mil mensais do governo.

Muitas crianças desnutridas estão aqui pela segunda vez. Ou a família não conseguiu alimentá-las, depois que saíram, ou simplesmente resolveu que era bom deixá-las algum tempo por aqui, onde há garantia de boa alimentação.

Depois do problema da desnutrição, o que mais me impressionou foi o número de crianças com algum tipo de paralisia cerebral. Eram quatro num grupo de 46. Soube pelos médicos que trabalham aqui que há pelo menos 40 casos na aldeia próxima a Dourados.

O primeiro problema: o Centrinho não tem como tratá-las. Elas precisam de fisioterapia e o lugar onde podem recebê-las é a APAE. Muitas moram distante e precisam de um carro para transportá-las. O governo, através da FUNASA, diz que tem uma van com esta missão. As mães não confirmam.

Quase todas tem mais de um filho e não podem se dedicar exclusivamente aos que nasceram paralisados. É preciso montar logo um esquema para iniciar o trabalho, pois muitas dessas crianças tem reações emocionais visíveis e não foi feito um exame sobre a situação de cada uma. Até que ponto são irrecuperáveis, até que ponto podem retomar sua atividade motora? Só uma assistência especializada pode dizer.

Quando for montado esse esquema, então será preciso fazer uma pesquisa sobre as causas. Alguns índios, com a anuência da FUNAI, arrendaram a terra para plantadores de soja. Quando jogam agrotóxicos na sua lavoura, o vento traz o veneno pelo ar, diretamente para a escola e para a aldeia de Agostinho, um caiuá de 83 anos.

A escola funciona num terreno doado por ele. Abriga 1490 alunos, que aprendem também em seu idioma. Agostinho pensou que o prefeito lhe daria uma pequena casa, como foi prometido. Até hoje espera.

Esse constante bombardear de veneno pode ter reflexo nas gestantes. Sempre evitando aquele sensacionalismo que cercou a cidade de Cubatão, onde nasceram crianças sem cérebro, é preciso investigar com seriedade.

As adolescentes fazem sexo muito cedo. Não são bem informadas, apesar da existência de 26 grupos religiosos trabalhando na aldeia. Já foram registrados alguns casos de AIDS e se algo não for feito agora, a aldeia pode voltar a viver mais um drama. O médico do Centrinho, Dr. Franklin Saião, que se dedica aos caiuás, acha que quanto mais rápido se agir, menor o impacto dramático no futuro próximo. No momento, apenas as gestantes fazem os testes. É preciso saber qual a situação real. E estudar maneiras de abrir na cultura caiuá um espaço para o uso de camisinhas.

Outro problema central, às vezes mais sério que a desnutrição, é a falta de água. Embora próxima de Dourados, a aldeia não tem água nem esgoto. Um homem de 89 anos, Nicolau Benitez chegou por aqui vindo do Paraguai, na época em que colhiam a erva mate laranjeira, contou que dois riachos banhavam suas terras. Ambos morreram. Morreram envenenados e soterrados por uma agricultura predatória dos fazendeiros que cercam as terras dos índios.

Num quadro de tantas dificuldades, o alcoolismo se propagou. Muitas famílias foram atingidas e uma professora, Edna Marçal, filha de Marçal de Souza, um grande líder guarani, revelou que já houve casos de crianças chegarem com cheiro de álcool na escola.

Antes da cachaça vendida pelos brancos, os índios consumiam a chincha. Uma aguardente de batata, milho ou mandioca (aipim). Tinha um baixo teor alcóolico e perto do que se vende agora era quase inofensiva. O intercâmbio cultural, nesse aspecto da bebida predileta, foi um desastre para eles.

Seria simplificar o tema, apontar como causas do alcoolismo as dificuldades materiais. Mesmo sem pretender explicá-lo em profundidade é preciso se aproximar dele. Tanto o alcoolismo como a onda de suicídios precisam de uma avaliação, pelo menos provisória. Vou tentar fazê-la Amanhã.

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Guaranis-caiuás história do extermínio

Dourados – Na década passada houve uma onda de suicídio: 264 em cinco anos. Agora uma série de mortes de crianças destrunidas. Há um evidente mal estar na cultura guarani-caiuá, sujeita a um processo lento de exterminio.

São 11 mil índios, numa reserva de terras ricas com 3,5 mil hectares, cercada de plantações de soja e com uma grande deficiência de água, pois alguns pequenos rios foram mortos pelo veneno e lavoura predatória.

O fato de o processo ser milenar não exime de responsabilidade as autoridades da vez. O país é governado pelo PT, Mato Grosso do Sul por Zeca do PT e a cidade de Dourados também por um petista, José Larte Tertila. No caso das crianças cauiás, havia um trabalho bem sucedido no final de 2002.

Com a entrada do partido no governo, os companheiros de jornada eleitoral tomaram de assalto a estrutura da Funasa. O novo coordenador, Gaspar Hickman, vive dizendo: não é maravilhoso ter um sindicalista na coordenação?

Seria, se o sindicalista não tivesse um horizonte tão estreito. O resultado é que a produtividade caiu, o índice de mortes cresceu e a bancada federal do Mato Grosso do Sul silenciou porque seus planos eleitorais também dependem disso. O prefeito gastou parte de sua energia tentando esconder a notícia, sob o argumento de que iria prejudicar a imagem da cidade, afastando investidadores. E para finalizar o Ministro da Saúde, Humberto Costa, manipulando estatísticas afirma que as mortes são normais.

Cantamos o blues da Piedade aqui em Dourados. Piedade para os militantes do PT que colocam a cumplicidade partidária acima da causa da humanidade. Mas como são apenas os guardiões momentâneos desse campo de extermínio, é preciso ir adiante e investigar causas mais profundas.

Amanhã continuo.

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Fronteiras do fututo II

Boa Vista – Os dois Black Hawks do Exército levantam vôo às sete da manhã. Saimos, rapidamente, da área urbana. Voamos próximos um do outro e ao meu lado lado está o deputado Salomão Cruz, velho amigo, geólogo que conhece bem Roraima porque nasceu aqui. Salomão e eu discutimos muito na Câmara mas nossas divergências acabaram nos aproximando. Agora, no helicóptero do exército, não podemos discutir.

Tapamos os ouvidos por causa do barulho e, de vez em quando, ele escreve algo para me informar: aqui há cavalos selvagens, aqui há criação de gado.

A paisagem não me é estranha. Para mim parece savana, mas uma vez me referi às savanas de Rondônia e alguém me disse que não há savanas no Brasil. Pois essa vegetação, que percorri por terra numa viagem à Venezuela, é a cara de uma savana. E sobem aqui e ali os primeiros rolos de fumaça, lembrando-nos daquele grande incêndio de 98. Dessa vez, estamos mais preparados, mas não custa nada desejar boa sorte na seca que começa.

Uiramutã, uma cidade de 8 mil km2 e 5 mil habitantes, na fronteira com a Venezuela e Guiana, é nosso destino. A região se chama Raposa- Serra do Sol. Nome sedutor mas que envolve uma grande complicação. Tão grande que, às vezes, temo não poder explicá-la de modo satisfatório.

Duas etnias do lado brasileiro, duas do lado da Guiana. As que estão no Brasil querem a demarcação de suas terras, principalmente os Macuxis. O diabo é que, em 1910, lutando contra os ingleses, alguns brasileiros se instalaram ali. A cidade de Uiramutã , com 8 mil quilômetros de extensão, cinco mil habitantes acabou , bem ou mal, surgindo no lugar.

A discussão agora é esta: a demarcação das terras dos índios deve ser contínua ou descontinua? A pequena cidade vai desaparecer ou sobreviver quando os índios tomarem posse de toda a área?

Claro que isso é apenas uma variável dessa tremenda complicação. A outra é a seguinte: a maioria dos habitantes de Uiramitã também é de origem indígena, só que mais enstuasiamada com a integração, ansiosa por consumir todos os produtos que a sociedade branca oferece. Somos os macuxis do século 21 disse um dos tuxauas – queremos carros, queremos progresso.

Como a área está na fronteira com a Venezuela e Guiana e os dois países têm questões de fronteiras, o Exército decidiu construir um posto de fronteira em Uiramutã. Os índios, através de sua entidade Centro Indígena de Roraima, entraram na justiça e embargaram a obra.

O posto é importante para a segurança nacional. Se a Venezuela resolver atacar a Guiana ou vice-versa, terão de atravessar nosso território. Mas os indios não se importam tanto com essa variável. Temem que o Exército acabe sendo um polo de desenvolvimento na área e sepulte os sonhos de uma demarcacão continua.

Se o imbróglio fosse reduzido a isso, bastaria convencê-los de que o Exército quer apenas instalar seu posto, não interferindo no debate que se arrasta há anos sobre o modo de demarcar as terras.

Mas há outras variáveis. Os índios que se batem pelas terras contínuas são parentes dos que se batem pela demarcação em ilhas, em blocos separados. Tudo bem. Acontece que os índios que querem a demarcação contínua são católicos; os que moram em Uiramutã são evangélicos. Na verdade estão divididos por duas confissões cristãs. Pelo menos, formalmente, estão brigando por uma causa dos brancos.

É muita complicação para um dia só. Amanhã continuo. Foram cinco horas na selva, duas de avião e nesse momento, em Manaus, sinto-me como se tivesse ido ao exterior e voltado.

Hoje, dia de março, o comando militar da Amazônia me escolheu para fazer a saudação ao pelotão de fronteira em Sururucu. Foi emocionante para mim. Em primeiro lugar, nunca fiz discurso tão longe dos grandes centros. Já falei em poste, caixote, tamborete, fugindo da polícia, mas nunca na selva, para um soldados com mochilas pesadas e o rosto pintado de um azul metálico. Em segundo lugar porque 31 de março é uma data importante na nossa história contemporânea. Meu discurso enfatizou a reconcialiação de todos nós, diante de tarefas gigantescas como proteger a Amazônia de seus predadores é do interesse internacional.

Até amanhã. Depois dessa jornada, acho que mereço um bom jantar.

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