Exército entra bem no caso Dorothy

Altamira – Uma das lições que o caso Dorothy trouxe é a de que era fundamental envolver o Exército na questão amazônica. A Transamazônica, por exemplo, é chamada de Transamargura. Dificilmente algo pode ser controlado apenas por terra.

O Exército tem mais capacidade de se mover e deslocar outras forças pela floresta. Além disso é grande seu impacto psicológico. A própria Marina afirma: uma coisa é chegar com o Ibama ou Incra num helicóptero comum; outra coisa é chegar com o Exército.

O clima aqui é muito tenso e nem tudo se resolve só com o argumento. A morte de Dorothy é um exemplo claro .

A presença do Exército nesta operação foi a maior desde a campanha contra a guerrilha do Araguaia. Além do transporte aéreo, ele trouxe, através do general Nass, que comanda o Batalhão de Infantaria em Altamira, uma visão correta: conjugação de forças por cima de pequenas rivalidades entre as corporações em presença: policias civil, militar, federal e o próprio exército.

No aspecto da inteligência, talvez fosse necessário algo mais do que conjugação, mas uma espécie de comando único que não só trabalhasse as informações disponíveis como também definisse o que era preciso saber em seguida.

Na sexta-feira trabalhava-se com a notícia de que o matador de Dorothy tinha sido visto numa estrada vicinal, chamada Pau Furado. Houve uma tentativa de localizá-lo com helicóptero. Rendeu boas imagens, mas apenas isso.

Um filme australiano que está nas localadoras, chamado Geração Perdida, dá um pouco a idéia do problema. Duas meninas nativas fugiam de uma instituição racista na Austrália, buscando de novo sua família de quem foram arrancadas por um programa de purificação. Os computadores ainda não existiam mas as autoridades checavam as informações com as possíveis rotas de fuga e calculavam onde poderiam estar e quando estariam ali.

As meninas fugiam da instituição para sua casa, seguindo uma rede para evitar a saída de coelhos.

Com os mapas era possível calcular sua trajatória. No caso do matador de Dorothy o processo poderia ser parecido com duas vantagens essenciais: os computadores e os mapas por satélite.

Com os mapas de satélite, cedidos pelo Incra, foi possível determinar todas as estradas vicinais à Transamazônica. Pois o dilema dos matadores era simples: ou morrer numa floresta que não conhecem bem, ou ganhar a Transamazônica.

Escrevo no momento em que o criminoso está sendo transportado de Anapu para Altamira. Tudo indica que foi preso pelas patrulhas do Exército que cobriam as vicinais e também a Transamazônica.

O trabalho de inteligência foi muito fortalecido pelas informações. Antes dos helicópteros voarem para a região do Pau Furado, o que para mim era uma canoa furada, havia informações sobre a presença dos criminosos na estrada vicinal. Detalhes como um embornal preto, que poderia conter a arma, assim como a informação de que estavam com R$ 40,00 me foram passados na tarde de sexta.

A boa escolha era concentrar na Transamazônica. As operações mais espetaculares foram boas para produzir imagens e alimentar os leões da midia. A combinação do raciocínio correto e a vontade do Exército e dos federais acabou sendo decisiva para resolver o caso nesse nível – isto é a prisão do criminoso.

Com a prisão apenas o problema imediato foi solucionado.

Será preciso um sofisticado esquema de inteligência para orientar o desmonte de um sistema de grilagem e devastação que está bastante articulado com figurões e políticos paraenses.

Há uma teia de cumplicidade que só pode ser dissolvida com a presença de uma forca federal. Não é necessário o Exército fazer o papel de polícia. A PF tem condições técnicas de realizá-la desde que haja um apoio militar.

Esse apoio não virá apenas com artiulação de uma inteligência em terra, mas dependerá também da ajuda do Sivam. Os mapas de satélite ajudaram muito pois era possível marcar o ponto da estrada do Pau Furado onde os criminosos foram vistos e a saída da Transamazônica.

O que tornou esse processo mais poderoso foi também a ajuda da parte dos moradores da área, que compreenderam bem o objetivo dos militares.

As cenas mais espetaculares acabaram também contribuindo para um certo temor entre os madeireiros. Falei com um, que veio do Espírito Santo e trabalhava com um trator arrancando a jupira, a mata que cresce nas áreas já cortadas. Ele que contribuiu na devastação da Mata Atlântica e como outros capixabas estava aqui com seu know how disse que, de agora em diante, só aluga seu trator para derrubar a jupira se houver licença do Ibama.

É quase verdadeiro. Quando o aparato for embora e, houver a sensação de que as coisas voltaram a ser facéis, é muito provavel que os velhos reflexos voltem ao madeireiro capixaba.

Daí a necessidade de realizar algo com constância e bem planejado. De qualquer maneira, o governo que hesitou tanto na Terra do Meio e no caso Dorothy, reencontrou um caminho correto. Agora é fazer pressão para que não recue.

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Recifes para o mar de Parati

Parati – Depois de duas semanas de chuva, uma trégua de sol para inaugurar o primeiro recife artificial construído pelo governo. São 40 blocos de cimento, preparado para ter um PH idêntico ao marinho e com uma substância que pode elevar sua integridade por 300 anos.

Como autor do relatório do projeto que disciplina a instalação de recifes artificiais vim dar uma olhada. O projeto foi construído com dinheiro de emenda do deputado Luis Sérgio (PT-RJ) e o afundamento dos recifes contou com a presença do Secretário de Pesca, José Fritsch.

A escolha do lugar foi precedida de debates técnicos e audiências com os pescadores. Os recifes colocados perto da Ilha de Mantimento, a uma milha e meia da costa, servem como refúgio de peixes, mas foram construídos também para serem uma espécie de obstáculo à pesca de arrasto, que é predatória.

Os recifes foram construídos numa fábrica instalada em Angra dos Reis pela Ecoplan. Antes de serem colocados é preciso comunicar à marinha para que sejam registrados no mapa náutico.

O projeto de ontem é apenas o primeiro de uma série que vai se estender pelo litoral fluminense, mas também será levada ao Nordeste. Está prevista uma em Natal para março, enquanto está em andamento um outro para a APA das baleias em Santa Catarina.

O governo está se adiantando, dentro de uma linha de bom senso, mas o projeto na Câmara, apresentado pelo deputado Júlio Lopes, é complexo e conta com a contribuição de todos os interessados, desde o Ibama até a própria Marinha.

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Uma visita às Cagarras

Tiramos a manhã de sábado para navegar até o arquipélago das Cagarras que fica bem defronte à Ipanema. Como alguns sabem apresentei um projeto para tornar essas ilhas um Monumento Natural, protegendo-as do processo de desgaste que sofreram com a ação humana.

Saimos da marina da Glória e levamos mais ou menos uma hora e meia para chegar lá. No barco estavam vários funcionários do IBAMA e também Arduino Colassanti, um ex-ator de tevê, que dedica sua vida ao mar.

Mergulhador, Arduino conhece muito bem a Baia de Guanabara e foi um dos que retiraram os corpos no naufrágio do Bateau Mouche.

Saindo da zona sul talvez fosse mais perto. No passado, alguns moradores de Ipanema costumavam ir às Cagarras usando apenas uma prancha. A morte de um deles, Carlinhos Manhães, interrompeu a prática.

As Cagarras (Comprida, Redonda, Rasa e Cagarras) são ilhas pintadas de um cinza claro, o cocô dos pássaros, que vivem por ali, pelo menos uma parte do ano. Não sei qual a química que comanda o processo, por que, por exemplo, o cocô não é lavado pela água da chuva e deixa aquelas manchas de um cinza quase metálico, quando banhado pelo sol.

No caminho, fomos discutindo o que pode ser um futuro para as Cagarras, com boas repercussões na saúde da Baia. O governo federal, com alguma relutância, topa transformar as Cagarras num Monumento. A Prefeitura aceita ajudar: a Marinha possivelmente daria um pequeno espaço para um escritório na Ilha Rasa, onde tem o seu farol.

O Governo federal tem um compreensível horror pela idéia de gastar dinheiro. Estamos tentando formular algo praticamente a custo zero. A Prefeitura daria os fiscais que poderiam pegar carona nos barcos de mergulho, até o dia em que tivéssemos dinheiro para comprar um que partisse ali do Posto Seis.

Alguns alemães que vivem aqui e trabalham com energia solar mostraram-se dispostos a negociar um barco movido pelo sol.

Poderemos também afundar um navio diante das Cagarras que serviria como recife artificial, atraindo peixes. Um grupo australiano também se dispôs a construir recifes artificiais. Esses recifes poderiam ser planejados para impedir fisicamente a pesca de arrasto.

Tudo isso são planos vagos. Mas podem se tornar concretos se dermos o primeiro passo. As Cagarras são muito usadas por pescadores e mergulhadores. São importantes para nos ajudar na preservação. Basta haver um espírito de solidariedade, que já começa a surgir entre os navegadores usuais da Bahia.

Vamos torcer para que os governos nos ajudem e apresentar para eles, uma conta quase zerada. Quase, pois no principio, pelo menos um fiscal poderia ir.

O reflorestamento das Cagarras, o fogo abriu caminho para o capim colonião, poderia ser feito para mostrar como as ilhas são importantes para o Rio.

A idéia das Cagarras surgiu quando vi o trabalho do fotografo Antônio Carlos Secchin e ouvi uma entrevista dele na televisão.

Mostro algumas imagens do nosso passeio. Nele a câmera funcionou como um caderno de notas, porque o barco balançava um pouco. Foi um passeio de trabalho e parecia muito sério pois a manhã começou com chuvas. Aí o sol apareceu e golfinhos começaram a nadar em torno do barco entre as Ilhas Comprida e Redonda. Ficamos muito agradecidos e pensamos: o reflorestamento poderia ser feito por voluntários, em troca de um belo passeio na Baia.

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Uma saída para o Jalapão

Mateiros – Durante o período que andei pelo Jalapão, fiz de Mateiros o ponto de referência. É uma cidade de pouco mais de dois mil habitantes, destroçada pela má administração do prefeito, por sinal já cassado.

Há duas pousadas em Mateiros. Cobram em torno de R$ 15 por pessoa. O conforto é precário. Mas isto não significa problema para os que querem conhecer a região. Saio daqui com muitas dúvidas na cabeça. É natural, numa primeira semana de estudos.

Grande número de fotos de árvores ainda vão esperar um pouco, preciso catalogá-las com segurança e as informações são contraditórias. O Ibama andou fazendo pesquisas por aqui e há um bonito livro sobre o Jalapão, editado pela Somos, de Brasilia.

Depois de visitar Mumbuca, um distrito de Mateiros, onde se faz o artesanato com capim dourado, reafirmei minha suspeita que ele pode ser uma das saídas para um projeto de turismo e inclusão. Em Mumbuca, a família de Dona Miúda, uma líder política local, incumbe-se da confecção dos chapéus e bolsas. São vendidos a preço de banana, comparados com os preços em São Paulo e Paris.

Em São Félix do Tocantins existe outra comunidade de artesanato trabalhando com o mesmo material.

Não entendi ainda porque não se elaborou um projeto mais amplo para estimular e proteger o artesanato. O capim dourado está desaparecendo nas queimadas, que por sua vez antecedem à soja. Acontece que ambos podem coexistir. Com a vantagem de que o capim dourado pode trazer mais dinheiro e empregos, relativamente.

Outra questão que ficou no ar, nas horas em que passei no Jalapão. Existem muitos pontos turísticos em potencial, escondidos estrategicamente. Há medo de serem poluídos. As estradas são muito ruins e os aventureiros adoram esse tipo de obstáculo. Estaria tudo bem se pelo menos alguns buracos fossem tapados. Quando se está só e seu quatro por quatro afunda na areia, como empurrá-lo sem ajuda?

Além disso, é preciso haver um esquema de segurança para quem precisa de ajuda médica. No passado, as pessoas andavam dias em busca de um posto médico. De qualquer forma, hoje só é possivel uma ajuda mais aparelhada depois de quatro horas de viagem.

Mateiros tem pontos em comum com o Haiti. O lixo não é recolhido adequadamente e há várias fogueiras ardendo ao amanhecer. Além disso, como no Haiti, só médicos chegam por aqui para cuidar da população.

O turismo aqui não deveria ficar apenas com o governo de Tocantins. É preciso ajuda federal. Empresários japoneses estiveram por aqui. Há sempre muitas propostas para a compra de cachoeiras e outros lugares bonitos.

Espontaneamente, cada um comprará uma área e vai dotá-la dos recursos necessários. E, sem dúvida, cobrar o preço. Uma intervenção do governo serviria ao menos para garantir um progresso inclusivo e para melhorar a infraestutura que beneficiaria também os nativos.

Já há uma tentativa de organizar curso de guias. Com o tempo, a infraestrutura hoteleira precisará de gente especializada. E até trabalhadores bilingues.

Com o capim dourado entrando na moda, com as queimadas sem controle e a tendência ao turismo de cada um por si, o futuro do Jalapão não é assim tão tranquilo.

É preciso voltar, aprofundar os dados, conversar com as pessoas, estimular o governo. Tenho apenas uma semana no Tocantins.

Amanhã partimos para Natividade, último ponto de nossa rota.

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Onde pesa a barra do desastre ambiental

São João da Barra – Aqui o Rio Paraiba se encontra com o mar. Aqui se segura a barra dessa catátrofe ambiental. Vimos boi e cavalo mortos, tartaguras dando na praia e, o que mais comove, cardumes tentando se salvar da asfixia , suicidando-se na areia.

Foram 1 milhão e duzentos mil metros cúbicos, viajando 180 quilômetros. Agora elas se alojam nos manguezais e formam uma mancha que se estende 5 quiômetros oceano adentro. As praias de São João da Barra foram interditadas. A espuma amarelada se acumula e ouvi uma descrição assim: a espuma não deixa que se ouçam o barulho das ondas.

São João da Barra está sem água e seus dois mil pescadores sem trabalho. Mesmo os que pescam no oceano dificlmente conseguirão provar que seu peixe escapou ao desastre. Lá em Minas, soube que os governos ainda decidem de quem é culpa, que providências tomar. Aqui, o oceano devolve a espuma na foz do Paraiba. Veneno vai, veneno vem, como um sinistro ioiô.

Aqui foi possível planejar alguma coisa: cadastrar pescadores para ajuda social, racionalizar o uso de carros pipas, fiscalizar a pesca. Mas ainda estamos na idade da pedra quando o assunto é reação a catástrofes.

Bate-se muita cabeça. Quis formular um pequeno trabalho para salvar os manguezais. Mas não havia análises do material que envenenou o Rio. Pedi laudos e assim que os recebi coloquei no site. É preciso transparência, embora ache que muitas perguntas continuam no ar.

Será que a empresa usava a técnica craft de embranquecer a polpa? Nesse caso, o veneno vem cheio de organoclorados, dixoninas altamente cancerígenas. O Ibama de Minas diz que não, que há somente o licor negro utilizado para transfomar a madeira em celulose. Mas esse Ibama de Minas foi um pouco lento no manejo da crise.

Sinto saudades da Petrobrás. Sala de crise, boletins horários, contatos internacionais. O governo de um modo geral é muito pobre, não consegue dar a mesma resposta de uma grande empresa.

Vão dizer que sou neoliberal. Que se fodam. Querem continuar apitando impedimento ideológico na margem do campo. Mas o jogo mesmo é feito por quem está aberto à realidade, mudando a todo instante para se adaptar a ela.

Como gerir a falta d´agua numa área que atinge 700 mil pessoas? Como organizar um mecanismo de informação para impedir que as pessoas morram envenenadas e impeçam seus bichos de morrerem também? Como fazer frente a um desastre usando o conehecimento intenacional?

Só depois de uma semana, obtive os laudos sobre o material que vazou em Cataguazes. Todos os parceiros internacioanais diziam: como podemos colaborar se ignoramos a substância que contaminou o Rio? Ontem, recebi, finalmente, três laudos. A primeira coisa que nos ocorreu foi disponibilizá-los na internet.

Aliás, cada desastre colocado na internet ganha uma chance maior de solução. Econtramos empresas americans que monitaram catatrofes em fluxo dágua em tempo real. Mas custam caro.

Mas é possível descobrir novas técnicas, combinar experiências, aprender. Uma coisa é certa: as pessoas ganharam consciência ambiental e perceberam como um rio é importante em suas vidas.

Um pescador de São João disse para a tevê que vivia no céu que, de repente, se transformou num inferno. Outro disse que o que trazia vida, trouxe morte. Essa tomada de consiência é ampla. Muitas cidades descobriram como são dependentes do rio Paraiba e se perguntam se não seria interessante construir uma alternativa. É o caso de Campos com 500 mil habitantes. A cidade recebe royalties do petróleo e os usa para financiar times de volei e basquete. Ocupa um espaço nacional nesses esportes. Mas não construíra uma alternativa para garantir esse recurso que, quando jornalista no interior, chamávamos de precioso líquido.

Certamente, financiar o esporte dá mais votos. Um grupo de deputados andou por aqui. Queriam prender os donos da empresa de Cataguazes. Isso daria uma certa emoção no Jornal Nacional. Mas não resolveria os problemas concretos. Num desastre, aprendi, há bombeiros e policiais. Os policiais querem saber de quem é a culpa; os bombeiros querem salvar quem está a perigo.

A empresa de Cataguazes produziu uma tragédia ecológica muitas vezes superior à sua capacidade de indenizar. O ideal agora é concentrar na solução dos problemas. Um dos mais importantes é fazer com que as águas envenenadas não fiquem sendo devolvidas pela maré como um ioiô que vai e vem.

Quando se decidiu pela abertura das comportas dos reservatórios de Minas, a idéia era aumentar e apressar o fluxo para que a longa mancha de veneno se perdesse no mar. Mas essas coisas têm de ser feitas na maré baixa. Ninguém quis saber, na hora do sufoco, qual era a tábua das marés.

Agora será preciso resolver essa parada, reabrindo reservatórios na maré baixa. Há muitos outros problemas a serem equacionados. Falei com o Moscatelli sobre os manguezais que foram atingidos. Ele poderá nos ajudar mas trabalha com outro desastre ambiental, o da Ingá Metais em Sepetiba.

É outro desastre que não teve muito ibope. Apesar da estupidez dos empresários e da grande margem de imcompetência, o Paraiba vai sobreviver. As notícias que vêm da situação, no montante são animadoras. A água está ficando limpa. Soube também que muitos peixes se salvaram fugindo da onda envenenada e mergulhando nas do rio Murié.

Com os peixes que se salvaram e um mínimo de racionalidade, poderemos continuar. Até quando? Bem isso vai depender do risco Brasil, essa mistura de burrice, corrupção e incompetência que destrói um dos lugares mais bonitos do planeta.

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