04.02.2010

A decisão de Lula de comprar os caças franceses Rafale foi muito discutida, depois de anunciada por ele, na visita de Sarkozy ao Brasil. De todas as críticas que li, a mais interessante foi a de um oficial da Aeronautica, cujo texto me foi enviado por amigos.
Ele faz uma longa análise técnica dos três aviões disponíveis, partindo do princípio de que todos serviriam ao Brasil. Em seguida, mostra que numa pontuação rigorosa o sueco ficava em primeiro lugar, o norte-americano em segundo e, finalmente, em terceiro, longe, o caça francês.
Sua conclusão é interessante. O oficial compreende que a decisão seja política mas afirma, sensatamente, que isto justificaria , por exemplo, a escolha do segundo melhor pontuado. Mas escolher quem pontuou em terceiro, longe, não é pura e simplesmente uma escolha política prevalecendo sobre a técnica. É uma escolha que despreza a técnica e o longo e minucioso trabalho de teste e seleção feito pela Aeronáutica. É a política como antítese da técnica e não como sua visão aperfeiçoada pelo exame de conjunto.
Um tipo de escolha como esta abre caminho para muita desconfiança sobre as verdadeiras intenções do governo.








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