20.01.2010

Milhares de pessoas aglomeradas no cais revelam o que sempre foi o grande temor dos EUA no Haiti: a fuga em massa. Desde o princípio, menciono aqui esta possibilidade e afirmo que a resposta rápida dos americanos ao terremoto, além de um ato solidário, expressava o medo de ter reprimir pessoas se lançando ao mar, em embarcações precárias.
Aliás, uma das medidas discutidas por Hillary Clinton com o presidente do Haiti, René Preval, foi a decretação de toque de recolher e maior poder para decisões típicas de período de emergência e guerra. No mesmo sábado em que Hillary passou por Porto Príncipe, os EUA disseram que compreendiam o esforço da República Dominicana e iam compensá-la por isto.
Os refugiados haitianos, dentro da Ilha Espanhola, podem fugir para a República Dominicana; no mar seu destino é os Estados Unidos. As fronteiras estão fechadas, mas é difícil conter tanta gente. Já há na República Dominicana um sentimento de hostilidade aos haitianos, uma vez que a busca de refúgio por razões econômicas tem sido constante.
Nas ruas de Porto Príncipe há quem reclame da presença americana. Para que tantas armas se precisamos de água e comida? Mas há um grande perigo de violência e as entidades que distribuem comida estão sendo, constantemente, ameaçadas.
Antes mesmo do terremoto, antes da eleições, já havia um acordo Haiti-EUA que dava aos americanos o controle da costa haitiana. Para eles é uma questão estratégica evitar o êxodo em massa. Os EUA já ocuparam o Haiti, já derrubaram e recolocaram presidentes, são parcialmente responsáveis pela falência do estado.
Por essas razões estratégicas e históricas, o Brasil deve se concentrar em fazer o bem e melhorar a qualidade de nossa ajuda, ao invés de, pura e simplesmente, mandar mais soldados a cada nova crise.
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Os EUA tem razaõ e muita no temor, no Brasil nos olhamos a fuga de nordestinos para o Sudeste de forma normal; INFELISMENTE.Os haitanos tem um pais e a forma de ajuda tem que leva a construçaõ de um Estado e governo forte e indepedente.Os militares americanos tem que aprende e nos de sonha.Seus comentarios saõ equilibrados e naõ nacionalistas ou partidarios, parabens meu governador.ESTAMOS JUNTO>
Os gigolôs de terremoto
19 de janeiro de 2010
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Até terremoto tem seu lado bom, imaginaram os estrategistas do Planalto no dia em que o Haiti acabou. Desde 2004 no comando da força de paz da ONU, ferido pela morte de Zilda Arns, de um diplomata e de 17 soldados, o Brasil conseguira com a tragédia o trunfo que faltava para assumir, livre de concorrentes, a condução das operações internacionais destinadas a ressuscitar o país em frangalhos. E então tomou forma a má ideia: que tal aproveitar a favorável conjunção dos astros para fazer do Haiti um protetorado da potência regional que Lula criou?
Eufóricos com o surto de inventividade, os alquimistas federais transformaram o velório de Zilda Arns em comício e escalaram Gilberto Carvalho para o lançamento, à beira do caixão, do novo projeto nacional. A frase de abertura surpreendeu os parceiros de roda de conversa: ”O Brasil perdeu uma grande militante e ganhou uma grande padroeira”. Alheio ao espanto provocado pela demissão sumária de Nossa Senhora Aparecida, substituída sem anestesia pela fundadora da Pastoral da Criança, o secretário particular do presidente foi ao que interessava: “Devemos adotar o Haiti a partir de agora. Temos até uma mártir lá”.
“Vou me empenhar para que Zilda Arns ganhe o Prêmio Nobel da Paz”, emendou Lula na roda ao lado. Expressamente proibida pelos organizadores do Nobel, a premiação póstuma foi autorizada uma única vez, para atender a circunstâncias excepcionais. Em 1961, o estadista sueco Dag Hammarskjöld, secretário-geral da ONU ao longo da década anterior, já estava escolhido quando, às vésperas do anúncio formal, morreu num acidente aéreo. Lula prometeu o que não acontece há 50 anos. Ou ignora a proibição ou se acha mesmo o cara.
Enquanto o chefe apoiava candidaturas impossíveis em cerimônias fúnebres, Nelson Jobim e Celso Amorim articulavam o movimento de resistência à invasão do Haiti por soldados e médicos americanos, armados de remédios, alimentos e equipamentos de socorro. A coleção de fiascos começou com a tentativa de retomar o controle do aeroporto da capital. Quando preparava a contra-ofensiva, Jobim soube que os ianques estavam lá a pedido do governo haitiano.
Se não fosse tão desoladoramente jeca, o governo Lula teria aproveitado a vigorosa entrada em cena dos EUA para associar-se à única superpotência do planeta e aprender o que não sabe. No pós-guerra, por exemplo, os americanos organizaram a reconstrução do Japão e da Alemanha. O Brasil, que não consegue lidar nem com chuva forte, é um país ainda em construção. Mas o presidente acha que está pronto. E preferiu disputar com Barack Obama o papel de protagonista.
Passada uma semana, só conseguiu ficar ainda mais longe da vaga no Conselho de Segurança da ONU, como avisa o resumo da ópera publicado neste 19 de janeiro pelo jornal espanhol La Vanguardia: “O terremoto ocorrido há uma semana desnudou a incapacidade da Organização das Nações Unidas para fazer frente a um desastre de tais dimensões. A onerosa missão dos 8.300 capacetes azuis não serviu para nada no momento de enfrentar a emergência e organizar a ajuda aos haitianos. O Brasil, que tem aspirações ao status de potência regional latino-americana, mostrou, como coordenador das forças da ONU, incapacidade e falta de liderança”.
Enquanto os haitianos imploram pela salvação que teima em demorar, Celso Amorim continua implorando por audiências com Hillary Clinton. Enquanto soldados brasileiros lutam pelas vítimas do flagelo, Nelson Jobim luta para prolongar por cinco anos a permanência no Haiti das tropas que visita quando lhe convém.
Tanto os brasileiros que morreram em combate quanto os que continuam no Haiti merecem admiração e respeito. São heróis. Políticos que ignoram o pesadelo inverossímil para concentrar-se em disputas mesquinhas são gigolôs de terremoto.
Normal. Estão em pânico.
Espero que a ciência, a tecnologia, a experiência e o coração ajudem a todos a reconstruir o país e vencer a fúria da natureza.
Bom dia.
Sempre teremos aqueles que se aproveitam de desastres para fazer nome, e utilizar a atenção das massas para se promover. Temos muito o que lamentar referente ao lula e a condução das relações internacionais, a partir deste ministro que prefiro nem citar o seu nome, não suporto nem ouvir falar no responsável pelas relações exteriores no Brasil.
Claro que devemos apoiar todos os países que ajudarem o Haiti, e por isso devemos se aliar aos EUA para melhorar a situação dos haitianos.
Vemos que a má condução do Brasil irá nos levar a uma espécie de falência econômica, e temos que encarar a realidade, temos que ajudar o Haiti, porém o lula está transformando o Brasil em um Haiti, e por causa disso também temos um Haiti dentro do Brasil, com muita miséria, enchentes e muita, muita violência.
Então, eu já digo isso para quem está ao meu redor, o desgoverno lula trará desgraças econômicas, e o Real, antes uma moeda forte criada no governo FHC, tornará, novamente o Cruzado, aquele do velho Sarney.
Acho que o sangue frio dos esquerdistas comunistas do PT, demosntra que o que eles querem é o poder, e transformar o Brasil em um país de partido único. Não podemos deixar que o PT destrua a democracia brasileira, pois o PT não quer saber das crianças mortas no Haiti, ou daquelas que fumam crack nas ruas do Brasil. O PT só quer saber do dinheiro e do poder.
PT=13
13=azar!
Eles, os comunistas canibais se aproveitarão dos cadáveres haitianos para se promover, e eles não vêem que agora não é hora de ir contra o Barack Obama e nem contra a Hillary Clinton.
E se preparem, pois o Real vai desvalorizar, e a inflação vai voltar e o lula destruirá o brasil e matará crianças por causa da fome que a inflação irá gerar.
E, para terminar, o que resta de governo no Brasil, deve olhar e injetar dinheiro no Exército Brasileiro que é a verdadeira esperança do povo Haitiano. Um país sem Exército forte, é um país impotente, e isso que o lula fez, tornou o Brasil uma pseudopotência, que na realidade, o lula tornou o Brasil um país impotente, pois o lula não tem plano econômico, e destruiu o Real, e não investiu o que deveria investir no Exército.
Deveríamos até doar dinheiro para o Exército Brasileiro salvar o Haiti, e se alguém elogiar o Brasil no Haiti, deverá antes elogiar o Exécito Brasileiro.
Pois para mim este terremoto é a mesma coisa que uma guerra, e a possibilidade de hoje de existir as “máquinas de terremoto” já é provada cientificamente.
Obrigado.
O Brasil tinha que mandar técnicos, engenheiros, médicos, enfermeiros. Profissionais que seriam voluntários para ajudar àquele país. O Brasil deveria estimular isto com alguma ajuda de custo. Pelo menos a infraestrutura necessária.
Tudo isto é muito triste. É triste o que aconteceu agora no Haiti, mas também o que vem acontecendo há anos – através das forças da natureza e/ou do poder a qualquer custo.
Porém, também é triste ler opiniões tão partidárias e desinformadas. Não estou considerando o governo Lula – que é um assunto que tem milhares de braços, onde podemos escapar do assunto principal facilmente.
A questão são os comentários que só agora, devido ao agendamento da mídia, são feitos em relação ao Haiti (sabem a história do país? como chegou a esse ponto?) e à presença brasileira – ou das Forças de Paz.
Vamos comentar, mas de maneira que enriqueça o debate, o diálogo.
O que nós estamos fazendo enquanto eles fazem o que vocês acham que estão fazendo?
E um detalhe: “Eles, os comunistas canibais se aproveitarão dos cadáveres haitianos para se promover, e eles não vêem que agora não é hora de ir contra o Barack Obama e nem contra a Hillary Clinton.” NÓS estamos nos promovendo? Ir contra Obama e Hilary? Devíamos nos aliar aos EUA? Santa ingenuidade.